Rússia e Ucrânia fazem acordo para repatriar 48 crianças deslocadas pela guerra

Com intermédio do Catar, o acordo prevê o retorno de 29 crianças para a Ucrânia e 19 para a Rússia

Equipe InfoMoney

Adulto e criança em meio aos destroços de guerra na Ucrânia. Foto: Reprodução/UNICEF
Adulto e criança em meio aos destroços de guerra na Ucrânia. Foto: Reprodução/UNICEF

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48 crianças deslocadas pela guerra entre Rússia e Ucrânia serão enviadas de volta para seus países. 29 crianças retornarão à Ucrânia e 19 à Rússia. O acordo foi firmado nesta quarta-feira (24) entre autoridades de Moscou e Kiev, em uma reunião mediada pelo Catar.

Não é a primeira vez que o país da península arábica ajuda na mediação da liberação de crianças. Em março, quatro crianças ucranianas foram repatriadas da Rússia, já com a mediação do Catar, que também auxiliou em uma operação semelhante em fevereiro, envolvendo 11 menores.

Kiev estima que, nos últimos dois anos, pelo menos 20 mil crianças ucranianas foram deportadas para a Rússia das zonas ocupadas. Mas o total pode ser muito maior, uma vez que este número inclui apenas crianças oficialmente identificadas.

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Até abril de 2024, cerca de 400 crianças foram repatriadas pelas autoridades ucranianas.

Em março de 2023, o Tribunal Penal Internacional (TPI) emitiu um mandado de prisão contra o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e sua comissária dos Direitos da Criança, Maria Lvova-Belova, pelo envolvimento na deportação de crianças ucranianas para a Rússia desde fevereiro de 2022.

A Rússia nega as acusações e diz que protege os menores de idade dos combates. Também diz que está disposta a entregá-los às suas famílias na Ucrânia.

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As autoridades russas afirmam que criaram um programa especial para receber estas crianças, algumas das quais são enviadas para acampamentos onde a educação patriótica é enfatizada.

(Com agências internacionais)