Rússia corta envio de petróleo cazaque para refinaria alemã em maio

Interrupção via oleoduto Druzhba atinge a PCK Schwedt, perto de Berlim, mas governo alemão afirma que abastecimento de combustíveis está garantido

Equipe InfoMoney

Visão geral da refinaria PCK, unidade de processamento de petróleo que abastece o mercado com gasolina, querosene de aviação, diesel e óleo combustível, vista por uma janela com pingos de chuva em Schwedt/Oder, na Alemanha, em 31 de março de 2026. REUTERS/Lisi Niesner
Visão geral da refinaria PCK, unidade de processamento de petróleo que abastece o mercado com gasolina, querosene de aviação, diesel e óleo combustível, vista por uma janela com pingos de chuva em Schwedt/Oder, na Alemanha, em 31 de março de 2026. REUTERS/Lisi Niesner

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A Rússia vai interromper, a partir de 1º de maio, o envio de petróleo do Cazaquistão para a Alemanha pelo oleoduto Druzhba, disse o vice-primeiro-ministro Alexander Novak.

A medida afeta diretamente a refinaria PCK Schwedt, próxima a Berlim, que responde por boa parte do abastecimento de combustíveis da região e tem cerca de 17% do seu petróleo vindo desses embarques cazaques.

Novak atribuiu a decisão a “motivos técnicos”, sem dar mais detalhes.

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Em 2025, as exportações de petróleo do Cazaquistão para a Alemanha via Druzhba somaram 2,146 milhões de toneladas (algo em torno de 43 mil barris por dia), alta de 44% em relação a 2024. Só no primeiro trimestre de 2026 já foram 730 mil toneladas, o que mostra o peso dessa rota para o mercado alemão de derivados.

O governo alemão, que passou a controlar a Schwedt depois de, na prática, tomar a fatia da russa Rosneft em 2022, garante que não há risco imediato de desabastecimento.

A estratégia é compensar o corte usando outras rotas de importação, incluindo um possível aumento das entregas à refinaria pelo porto de Gdansk, na Polônia, além de aproveitar capacidade disponível em alternativas que já estão em operação.

Mesmo assim, o regulador de energia da Alemanha, a Agência Federal de Redes, admite que podem surgir pressões de preço em algumas regiões. O órgão, que atua como administrador das operações da Rosneft no país, afirma que está em contato com a empresa para reduzir esses efeitos.

A Rosneft continua como principal acionista legal da Schwedt, com 54,17%, ao lado de Shell (37,5%) e Eni (8,33%).