Roubo do Século: imagens inéditas revelam como foi o assalto ao Louvre; ASSISTA

Vídeos exibidos pela TV francesa mostram a ação violenta dos ladrões e reacendem críticas à segurança do museu

Jonathas Costa

Reprodução/RF1
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Imagens inéditas do roubo ao Museu do Louvre, em Paris, foram divulgadas neste domingo (18) pela emissora francesa TF1 e exibidas no programa Sept à Huit. As gravações, captadas pelas câmeras de segurança, mostram a ação dos criminosos e o método utilizado para acessar vitrines que abrigavam joias da Coroa Francesa.

Nos vídeos, um dos homens aparece vestindo um colete amarelo e usando uma ferramenta elétrica para serrar parte da estrutura de proteção. Em seguida, ele passa a golpear o vidro com socos e cotoveladas até conseguir quebrá-lo. As imagens também registram a atuação de um cúmplice, vestido de preto, que o auxilia no ataque a outra vitrine dentro da Galeria Apollo.

O crime ocorreu na manhã de 19 de outubro de 2025. Às 9h35, a central de segurança do museu acionou a polícia, mas em poucos minutos os suspeitos conseguiram fugir levando peças históricas. A imprensa francesa passou a se referir ao episódio como o roubo do século, devido ao valor estimado do saque, próximo de 88 milhões de euros.

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Esta é a primeira vez que imagens das câmeras internas da Galeria Apollo são tornadas públicas. Segundo a TF1, os vídeos mostram os ladrões destruindo vitrines e recolhendo as joias com aparente tranquilidade. Entre os itens levados está o diadema da imperatriz Eugênia.

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As gravações passaram a circular rapidamente nas redes sociais, incluindo o X, antigo Twitter. Trechos também foram exibidos pelo programa Complément d’enquête, da France Télévisions, que apresentou imagens captadas de um ângulo mais amplo do interior do museu.

O Louvre é o museu mais visitado do mundo e abriga mais de 33 mil obras, entre antiguidades, esculturas e pinturas, além da Mona Lisa, de Leonardo da Vinci. Desde o roubo, a segurança da instituição tem sido alvo de críticas. De acordo com informações citadas pela investigação administrativa, os autores poderiam ter sido detidos em até “30 segundos”.

Quatro homens, com idades entre 35 e 39 anos, foram presos e acusados de integrar o grupo responsável pelo crime, que teria explorado falhas no sistema de segurança. Apesar das detenções, as joias roubadas ainda não foram recuperadas.

Neste domingo (18), a ministra da Cultura da França, Rachida Dati, afirmou em entrevista a veículos como France Inter, France Télévisions e Le Monde que “decisões importantes” sobre o Louvre devem ser tomadas em breve. Questionada sobre a confiança na presidente-diretora do museu, Laurence des Cars, a ministra disse que analisou a organização e a governança e acrescentou que pode haver “uma questão de pessoal”. Após o roubo, em outubro, des Cars chegou a apresentar sua renúncia, que foi recusada.

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