Restrições a estudantes do exterior nos EUA pode gerar perda de receita de US$ 3,4 bi

Número de matrículas de estudantes universitários internacionais nos Estados Unidos deve mostrar uma queda de 111.000 no outono; restrições impostas pela administração Trump estão entre os motivos

Vista do campus principal da Universidade de Columbia em Nova York - 
05/10/2009
(Foto: REUTERS/Mike Segar)
Vista do campus principal da Universidade de Columbia em Nova York - 05/10/2009 (Foto: REUTERS/Mike Segar)

Publicidade

O número de matrículas de estudantes universitários internacionais nos Estados Unidos deve mostrar uma queda de 111.000 no outono, que resultarão em perdas de cerca de US$ 3,4 bilhões em receitas de faculdade e universidades no período. A projeção está em um novo relatório da Associação de Educadores Internacionais (NAFSA, na sigla em inglês) e da JB International, que preveem ainda uma queda de 40 mil empregos no setor.

Segundo o estudo, essa queda reflete a convergência de vários ventos contrários: diminuição no volume de solicitações, gargalos persistentes na concessão de vistos e mudanças restritivas na política de imigração, impostas pela administração de Donald Trump.

Leia também: Trump restringe vistos de estudantes, intercambistas e jornalistas nos EUA

(Fonte: NAFSA)

A queda na matrícula em nível de pós-graduação é o principal fator das perdas econômicas, especialmente entre as instituições com a maior população estudantil internacional.

De acordo com dados recentes coletados da Association of American Universities Data Exchange, as inscrições internacionais para programas de doutorado nos EUA para este outono caíram 21%, impulsionando uma queda de 17% nas admissões internacionais e contribuindo para uma retração de 15% nas admissões totais de programas de doutorado devido à incerteza do financiamento federal de pesquisas.

Outros estudos ilustram a difícil situação dos estudantes do exterior nos EUA. De acordo com o Common App, as inscrições internacionais caíram 9% no ciclo 2026-2027, com as da Índia caindo 14%, Gana recuando 34% e Nigéria caindo 17%.

Quase dois terços das instituições que responderam à pesquisa Primavera 2026 do IIE esperam quedas adicionais em 2026–2027, com algumas projetando quedas de até 40% na matrícula de pós-graduação.

Entre os gargalos citados nessas pesquisas, se destacam: