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CARACAS, 29 Jun (Reuters) – Os moradores de Caracas acordaram na segunda-feira com um tremor secundário que sacudiu suas casas, enquanto as equipes de resgate continuavam seu quarto dia de trabalho ininterrupto nas áreas afetadas pelos fortes terremotos da semana passada na Venezuela.
Um tremor secundário de magnitude 4,6, com epicentro a uma profundidade de 10 km, atingiu o norte da capital venezuelana, Caracas, na madrugada desta segunda-feira, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos.

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Nenhum dano foi relatado imediatamente em decorrência do tremor secundário, afirmou o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, nas redes sociais.
Os esforços de resgate têm se concentrado especialmente em La Guaira, o Estado mais atingido de um país há muito mergulhado em uma profunda crise política e econômica.
Os dois terremotos ocorridos na quarta-feira deixaram cerca de 1.500 mortos confirmados e centenas de prédios desabados.
A comunidade internacional se mobilizou para ajudar a Venezuela após o desastre. O país recebeu apoio de 24 países, que enviaram mais de 500 toneladas de suprimentos, mais de 2.700 profissionais de resgate e apoio e cerca de 86 equipes caninas, segundo autoridades venezuelanas.
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CONTINUA A BUSCA POR SOBREVIVENTES
Equipes de resgate nacionais e internacionais continuaram seus esforços durante toda a noite, enquanto as famílias dos desaparecidos mantêm a esperança de que sobreviventes sejam encontrados.
O presidente salvadorenho, Nayib Bukele, compartilhou o resgate de Aaron Levi, de 21 anos, em um prédio desabado no Estado de La Guaira.
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“Este resgate foi possível graças aos esforços coordenados das equipes de resgate da Venezuela, do México e de El Salvador”, disse ele no X.
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, também comentou a história de Levi, explicando que ele foi resgatado após 106 horas preso sob os escombros, por meio de uma operação de resgate que durou 43 horas.