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O Reino Unido vai enviar um de seus navios de guerra para o Oriente Médio como parte do planejamento de uma missão liderada por europeus para escoltar embarcações pelo Estreito de Ormuz, assim que houver um cessar-fogo estável.
O HMS Dragon, um destroyer Tipo 45 capaz de neutralizar mísseis guiados, deve integrar a oferta britânica para a missão naval defensiva, desenhada para dar segurança a navios comerciais que tentem cruzar a passagem. Essa missão só começará depois que um cessar-fogo duradouro ou um acordo de paz forem firmados.

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“O pré-posicionamento do HMS Dragon faz parte de um planejamento prudente que garantirá que o Reino Unido esteja pronto, como parte de uma coalizão multinacional liderada em conjunto por Reino Unido e França, para garantir a segurança do Estreito, quando as condições permitirem”, disse um porta-voz do Ministério da Defesa britânico.
A medida ocorre enquanto o Irã avalia uma nova proposta dos EUA para encerrar a guerra, que já dura dez semanas. O navio acabou de concluir testes de sistemas de armas na costa de Creta e foi enviado para ajudar na defesa de Chipre no início do conflito.
Mais de 40 países participam do planejamento da missão militar Reino Unido–França, com uma nova reunião prevista para a próxima semana. Várias dessas nações devem oferecer capacidades de desminagem, escolta e patrulha aérea.
A França anunciou recentemente que deslocou o porta-aviões Charles de Gaulle para o Mar Vermelho, em um movimento para sinalizar que a coalizão está pronta para garantir a segurança do estreito.
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O Irã, na prática, fechou o Estreito de Ormuz — por onde costuma passar cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito comercializados no mundo — depois que a guerra estourou, com ataques dos EUA e de Israel no fim de fevereiro. Desde então, os EUA impuseram um bloqueio naval.
Apesar do cessar-fogo entre os dois lados, houve confrontos nesta semana no estreito, com forças americanas realizando ataques aéreos contra dois petroleiros iranianos vazios. Eles tentavam furar o bloqueio e entrar em um dos portos do país, informou o Comando Central dos EUA na sexta-feira.
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