Regras da guerra devem ser respeitadas em palavras e ações, diz Cruz Vermelha

'O mundo não pode sucumbir a uma cultura política que prioriza a morte em detrimento da vida', disse presidente da entidade

Reuters

Veículos da Cruz Vermelha transportam um corpo, identificado pelo Hamas como o do soldado israelense falecido Hadar Goldin, em Deir Al-Balah, centro da Faixa de Gaza, 9 de novembro de 2025. REUTERS/Mahmoud Issa
Veículos da Cruz Vermelha transportam um corpo, identificado pelo Hamas como o do soldado israelense falecido Hadar Goldin, em Deir Al-Balah, centro da Faixa de Gaza, 9 de novembro de 2025. REUTERS/Mahmoud Issa

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A ⁠presidente do Comitê Internacional ⁠da Cruz Vermelha pediu nesta segunda-feira aos ‌governos que respeitem as regras da guerra com palavras e ações, após o presidente ‌dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificar sua retórica contra o Irã, ameaçando levar o ‘inferno’ a Teerã.

‘Os Estados devem respeitar e garantir o respeito às regras da ⁠guerra ‌tanto no que dizem quanto no ⁠que fazem’, disse Mirjana Spoljaric em um comunicado.

‘O mundo não pode sucumbir a uma cultura política que prioriza a morte em detrimento da vida.’

Ela também ​disse que ameaças deliberadas, em retórica ou ação, contra infraestruturas civis essenciais e ​instalações nucleares não devem se tornar a nova norma na guerra.

A declaração do CICV refere-se às hostilidades no Oriente Médio, mas não mencionou especificamente nenhum ‌governo.

Usinas elétricas, sistemas de água, ​hospitais, estradas, pontes, residências, escolas e universidades foram alvo de ataques no conflito iniciado com os ataques ⁠israelenses ​e norte-americanos ​ao Irã no final de fevereiro, que levou o Irã ⁠a atingir alvos ​em toda a região.

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Em seu ultimato mais recente ao Irã, Trump ameaçou atingir usinas de ​energia e pontes, a menos que o país faça um acordo ​até o final ⁠de terça-feira que permita o tráfego pelo Estreito de ⁠Ormuz, rota vital para o fornecimento global de energia.

Israel atacou nesta segunda-feira o maior complexo petroquímico do Irã, disse o ministro da Defesa de Israel.