Quem é Laura Fernández, eleita presidente da Costa Rica no primeiro turno

Aos 39 anos, a nova presidente da Costa Rica acumula uma extensa carreira política no país

Estadão Conteúdo

A candidata presidencial Laura Fernandez, do Partido Popular Soberano (PPSO), comemora com a deputada da Assembleia Legislativa da Costa Rica, Pilar Cisneros, enquanto ela lidera as eleições gerais, em San José, Costa Rica, 1º de fevereiro de 2026. REUTERS/Raquel Cunha
A candidata presidencial Laura Fernandez, do Partido Popular Soberano (PPSO), comemora com a deputada da Assembleia Legislativa da Costa Rica, Pilar Cisneros, enquanto ela lidera as eleições gerais, em San José, Costa Rica, 1º de fevereiro de 2026. REUTERS/Raquel Cunha

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A cientista política Laura Fernandez, do Partido Soberano do Povo, venceu as eleições presidenciais da Costa Rica, realizadas no domingo 1º de fevereiro. Segundo o Tribunal Supremo Eleitoral do país, com 93,7% das urnas apuradas, Laura tinha 43,3% dos votos, enquanto o economista Álvaro Ramos, do Partido de Libertação Nacional, tinha 33,4% – para garantir a vitória no primeiro turno, era necessário obter ao menos 40% dos votos.

A costa-riquenha tem 39 anos e nasceu em Puntarenas, uma das províncias mais pobres do país. Ela é graduada em Ciências Políticas pela Universidade da Costa Rica e se tornou apenas a segunda mulher eleita para o cargo máximo do Poder Executivo.

Antes de chegar a presidência, ela foi ministra do Planejamento Nacional e Política Econômica entre 2022 e 2025 e ministra da Presidência de 2024 a 2025, durante o governo de Rodrigo Chaves, do Partido Progressista Social Democrata. Ela deixou os cargos para disputar a eleição e é vista como herdeira política de Chaves.

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Apesar de ser um dos países mais pacíficos da América Central, a Costa Rica vem enfrentando um aumento da criminalidade nos últimos anos, com crescimento de 50% na taxa de homicídios em seis anos. O combate à violência se tornou uma das principais bandeiras da campanha de Laura, que defende o endurecimento da política de segurança pública, inspirado no presidente de El Salvador, Nayib Bukele.

Bukele adotou ações duras contra gangues, com estados de emergência e prisões em massa – abordagem alvo de críticas por violações de direitos humanos. Ele foi um dos primeiros líderes a parabenizar Laura pela vitória e afirmou desejar “o maior sucesso em seu governo e tudo de bom para a querida nação irmã da Costa Rica”. Assim como Bukele fez em El Salvador, Laura prometeu concluir a construção de uma megaprisão para criminosos perigosos e decretar estados de emergência em áreas com altos índices de violência.

Em seu primeiro discurso como presidente eleita, Laura afirmou que sua vitória representa um voto “pela continuidade da mudança”. “A Costa Rica votou pela continuidade da mudança, uma mudança que busca apenas resgatar e aperfeiçoar nossas instituições democráticas e devolvê-las a vocês, ao povo soberano, para criar mais bem-estar e prosperidade para o nosso povo”, disse.

“O mandato que o povo soberano me confere é claro: a mudança será profunda e irreversível”, acrescentou.

*Com informações da Associated Press.