Quem é Cilia Flores, esposa de Maduro capturada por forças dos EUA na Venezuela

Advogada e figura influente no governo venezuelano, Cilia Flores foi presa junto com o presidente Maduro durante operação da Delta Force

Gabriel Garcia

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa Cilia Flores cumprimentam apoiadores durante seu comício de encerramento de campanha em Caracas, Venezuela, 17 de maio de 2018. REUTERS/Carlos Jasso/Foto de arquivo
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa Cilia Flores cumprimentam apoiadores durante seu comício de encerramento de campanha em Caracas, Venezuela, 17 de maio de 2018. REUTERS/Carlos Jasso/Foto de arquivo

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O anúncio da captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelos EUA neste sábado (3) colocou em destaque a primeira-dama Cilia Flores, que também foi capturada pelas forças americanas.

A esposa do líder venezuelano é considerada uma figura poderosa dentro do círculo governante venezuelano, com trajetória política consolidada.

Quem é Cilia Flores?

Nascida em 15 de outubro de 1956, em Tinaquillo, uma pequena cidade no noroeste da Venezuela, Cilia Flores é a mais nova de seis irmãos. Seu pai era vendedor ambulante, e a família mudou-se para Caracas em busca de melhores oportunidades.

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Flores estudou direito em uma universidade privada e iniciou sua carreira como advogada. Posteriormente, tornou-se procuradora-geral da Venezuela, cargo que ocupou até 2013.

A carreira política de Flores começou em 1989, durante o “Caracazo” — uma série de protestos violentos motivados pelo aumento do preço dos combustíveis em Caracas. Ela relatou que esses eventos despertaram nela um “chamado revolucionário”.

Flores apoiou Hugo Chávez desde seus primeiros passos na política, chegando a oferecer ajuda em sua defesa legal após a tentativa de golpe fracassada em 1992. Durante esse período, conheceu Nicolás Maduro, então líder sindical e assessor de Chávez, com quem formou uma relação pessoal e política.

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Em 1997, Flores integrou a equipe de campanha que levou Chávez à presidência da Venezuela. No ano seguinte, Maduro foi eleito legislador, e Flores conquistou uma cadeira na Assembleia Nacional em 2000.

Perfil político

Flores construiu uma reputação de linha dura no legislativo. Eleita líder da Assembleia Nacional em 2007, chegou a chamar parlamentares da oposição de “pecadores”.

Em 2012, foi nomeada procuradora-geral por Chávez, cargo que manteve até a morte do presidente em 2013. Maduro, então vice-presidente, venceu a eleição para sucedê-lo, e o casal oficializou a união no mesmo ano.

Como primeira-dama, Cilia Flores inicialmente promoveu pequenas mudanças no palácio presidencial, mas rapidamente assumiu um papel de maior influência política dentro do governo.