Putin reconhece escassez de combustível e cria força-tarefa para manter abastecimento

O presidente russo atribuiu os problemas de abastecimento a ataques com drones ucranianos contra refinarias

Reuters

Presidente da Russia, Vladimir Putin, fala com representantes de agências internacionais , durante o Fórum Econômico Internacional de São Petesburgo, em 4 de junho de 2026 (Foto: Dmitri Lovetsky/Pool via REUTERS)
Presidente da Russia, Vladimir Putin, fala com representantes de agências internacionais , durante o Fórum Econômico Internacional de São Petesburgo, em 4 de junho de 2026 (Foto: Dmitri Lovetsky/Pool via REUTERS)

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28 Jun (Reuters) – O presidente da ⁠Rússia, Vladimir Putin, reconheceu neste domingo ⁠que os problemas de abastecimento de combustível haviam ‌causado escassez em algumas regiões russas e disse que uma força-tarefa estava trabalhando para garantir que quantidades suficientes ‌fossem fornecidas em todo o país.

Putin, ao discursar em uma reunião de altos funcionários sobre o abastecimento e a distribuição de combustíveis, afirmou que a Rússia precisava minimizar os efeitos dos ataques com drones ucranianos a instalações ⁠petrolíferas, ‌que estavam relacionados à escassez.

Ele pediu medidas para ⁠garantir o abastecimento ao setor agrícola e disse que uma proibição das exportações de diesel estava sendo considerada.

“Vocês sabem muito bem que os problemas para os motoristas e para as empresas persistem”, disse Putin ​na reunião, segundo reportagens publicadas por agências de notícias russas. “Infelizmente, ainda há filas nos postos de gasolina ​também.”

Ele acrescentou: “Temos que reduzir ao mínimo o impacto dos ataques terroristas em nossos alvos civis e em nossa infraestrutura.”

A Ucrânia intensificou os ataques de médio e longo alcance contra alvos industriais na Rússia e ‌em territórios controlados pela Rússia dentro da ​Ucrânia, concentrando-se principalmente no setor petrolífero.

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Putin disse que as reservas de gasolina estavam sendo utilizadas e agora totalizavam 1,7 milhão de toneladas, ⁠e que os ​níveis de produção ​em julho deveriam superar os registrados em junho. Ele afirmou que uma ⁠proibição das exportações de diesel, ​em discussão há algum tempo, estava sendo considerada.

“A necessidade de introduzir uma proibição total da exportação de diesel está sendo ​considerada”, disse ele aos participantes.

O vice-primeiro-ministro russo, Alexander Novak, havia afirmado anteriormente que não havia ​necessidade de a ⁠Rússia proibir as exportações de diesel, informou a agência de notícias Interfax.

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Uma ⁠força-tarefa sobre o abastecimento de combustíveis estava trabalhando sem parar, disse Putin, acrescentando que a situação exigia “medidas sistêmicas que correspondessem à magnitude dos desafios atuais” para aumentar a oferta e manter os preços em um nível razoável.

(Reportagem da ​Reuters)