Putin foi convidado a integrar ‘Conselho da Paz’ de Trump, diz Kremlin

Porta-voz Dmitry Peskov disse que Moscou vai analisar os detalhes da proposta para aderir ao conselho de paz criado pelo presidente dos EUA, Donald Trump

Agências de notícias

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O presidente russo Vladimir Putin recebeu um convite para integrar o “Conselho da Paz” dos EUA para Gaza, afirmou o Kremlin nesta segunda-feira.

O porta-voz Dmitry Peskov disse que Moscou vai analisar os detalhes da proposta para aderir ao conselho de paz criado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, no fim do ano passado.

O “Conselho da Paz” é visto como um instrumento para manter o cessar-fogo frágil entre Israel e Hamas e supervisionar a reconstrução de Gaza após o prolongado conflito.

“O presidente Putin de fato recebeu, por canais diplomáticos, uma oferta para entrar nesse Conselho da Paz. Estamos atualmente estudando todos os detalhes dessa proposta”, disse Peskov à agência estatal russa TASS.

“Esperamos contatar o lado americano para esclarecer todos os detalhes”, acrescentou.

Trump teria convidado vários líderes mundiais — incluindo o primeiro-ministro canadense Mark Carney e o presidente argentino Javier Milei — para integrar o Conselho da Paz para Gaza, que fará parte de um Conselho da Paz mais amplo, informou a Bloomberg no sábado.

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Outros países, como Hungria, Índia, Jordânia, Grécia, Chipre e Paquistão, confirmaram ter recebido convites para o Conselho da Paz, segundo a AP News afirmou no domingo.

No entanto, a administração Trump quer que os países paguem US$ 1 bilhão para permanecer no conselho de forma permanente, apontou a Bloomberg, citando um rascunho de estatuto do grupo proposto.

Se confirmada, a inclusão de Putin no conselho de paz deve causar estranheza, dado que ele supervisiona uma guerra em curso contra a vizinha Ucrânia. Estima‑se que centenas de milhares de soldados e civis tenham morrido no conflito, que se aproxima do quarto aniversário em fevereiro.

No sábado, os EUA também divulgaram os nomes dos integrantes do “Conselho Executivo fundador” do organismo, lista que inclui o ex-primeiro‑ministro britânico Tony Blair, o genro de Trump, Jared Kushner, e o secretário de Estado americano Marco Rubio, entre outros.

(com agências internacionais)