Produção militar do Irã se recupera mais rápido do que o esperado, aponta EUA

Irã já retomou parte da produção de drones durante o cessar-fogo de seis semanas iniciado em abril

Estadão Conteúdo

Fogo e fumaça se elevam na zona industrial de petróleo de Fujairah, provocados por destroços após a interceptação de um drone pelas defesas aéreas, segundo o escritório de mídia de Fujairah, em meio ao conflito entre Estados Unidos e Israel com o Irã, em Fujairah, Emirados Árabes Unidos, em 4 de março de 2026. REUTERS/Amr Alfiky
Fogo e fumaça se elevam na zona industrial de petróleo de Fujairah, provocados por destroços após a interceptação de um drone pelas defesas aéreas, segundo o escritório de mídia de Fujairah, em meio ao conflito entre Estados Unidos e Israel com o Irã, em Fujairah, Emirados Árabes Unidos, em 4 de março de 2026. REUTERS/Amr Alfiky

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O Irã já retomou parte da produção de drones durante o cessar-fogo de seis semanas iniciado em abril, segundo avaliações da inteligência dos Estados Unidos obtidas pela CNN Internacional. De acordo com fontes ouvidas pela emissora, autoridades americanas consideram que o país reconstrói parte de sua estrutura militar em ritmo mais acelerado do que o inicialmente estimado após os ataques conduzidos por EUA e Israel.

As análises indicam que o Irã trabalha para recompor instalações de lançamento de mísseis, capacidade de produção de armamentos e sistemas militares atingidos durante o conflito recente. Uma das estimativas citadas aponta que a capacidade iraniana de ataques com drones pode ser totalmente restaurada em até seis meses.

Fontes da inteligência americana afirmaram à CNN que o processo de reconstrução ocorre mais rapidamente por diferentes fatores, entre eles o fato de os ataques não terem causado o nível de destruição esperado por Washington e Tel Aviv. Além disso, o Irã teria recebido apoio de China e Rússia para manter parte da produção militar.

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Segundo duas fontes ouvidas pela emissora, empresas chinesas continuaram fornecendo componentes que podem ser utilizados na fabricação de mísseis durante o conflito, embora esse fluxo tenha sido reduzido após medidas adotadas pelos EUA. O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, chegou a afirmar recentemente que a China fornece peças para a fabricação de mísseis iranianos. O governo chinês negou a acusação.

As avaliações também indicam que o Irã ainda mantém parte relevante de suas capacidades militares, incluindo drones, mísseis balísticos e sistemas de defesa antiaérea. Relatórios recentes da inteligência americana apontam que cerca de dois terços dos lançadores de mísseis iranianos sobreviveram aos ataques ou puderam ser recuperados durante o cessar-fogo.

Apesar dos danos causados pelas ofensivas americanas e israelenses, as análises sugerem que o programa militar iraniano sofreu um enfraquecimento significativo, mas não foi destruído. Uma das fontes ouvidas pela CNN afirmou que os prejuízos à base industrial de defesa do Irã devem atrasar a recomposição militar por meses e não por anos, como integrantes do governo americano chegaram a afirmar publicamente.