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KIEV, 23 Abr (Reuters) – O príncipe Harry, do Reino Unido, fez uma visita não anunciada a Kiev na quinta-feira e pediu ao presidente da Rússia, Vladimir Putin, que acabe com a guerra — uma semana após um ataque aéreo maciço da Rússia ao país — e ao presidente dos EUA, Donald Trump, que mostre liderança para ajudar a resolver o conflito.
Por convenção, a família real britânica não se manifesta sobre questões políticas, embora o rei Charles e outros membros da realeza tenham expressado regularmente seu apoio à Ucrânia. Mas Harry, em sua terceira visita ao país desde o início da guerra, usou uma linguagem muito mais explícita do que qualquer um de seus parentes fez anteriormente.
“Presidente Putin, nenhuma nação se beneficia com a perda contínua de vidas que estamos testemunhando. Ainda há um momento – agora – para parar essa guerra, para evitar mais sofrimento para ucranianos e russos e para escolher um caminho diferente”, disse Harry em um discurso em um fórum de segurança em Kiev.
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Ele conclamou Washington a fazer mais para pôr fim à guerra.
“Este é um momento para a liderança norte-americana, um momento para os Estados Unidos mostrarem que podem honrar suas obrigações de tratados internacionais”, afirmou ele.
“A Europa tem se levantado de maneira profunda”, acrescentou Harry, um veterano do Exército britânico que serviu no Afeganistão. “A tarefa agora é combinar resistência com velocidade, solidariedade com escala e compromisso com consistência.”
Em seu discurso, que arrancou muitos aplausos, ele elogiou a determinação do povo ucraniano e a resposta inovadora de suas Forças Armadas, incluindo seus avançados recursos de drones.
Em sua visita de dois dias, Harry também deve visitar a instituição de caridade de desminagem HALO Trust, apoiada por sua falecida mãe Diana, e passar um tempo com os participantes ucranianos da Invictus Games Foundation que ele fundou, que ajuda veteranos feridos a se recuperarem por meio do esporte, de acordo com a ITV britânica.
