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O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, pode não comparecer à COP30, marcada para Belém (PA), segundo o Financial Times. Três pessoas com conhecimento das discussões afirmaram ao jornal que ele não é esperado na cúpula de líderes, prevista para os dias 6 e 7 de novembro.
Dentro do governo trabalhista, há divergências sobre a viagem. Parte dos assessores pressiona para que Starmer compareça e reforce o compromisso britânico com a agenda climática. Outros defendem foco em questões internas, apontando que ele já passou tempo excessivo fora do país e que eleitores do Reform UK não veem relevância no tema.

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A indefinição ocorre dias após Starmer tentar deslocar Ed Miliband da pasta de Energia em uma reforma ministerial, movimento interpretado como tentativa de reduzir o peso de políticas de neutralidade de carbono. Miliband resistiu à mudança e seguirá no cargo, além de representar o Reino Unido na fase principal da COP30, entre 10 e 21 de novembro.
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A possível ausência do premiê contrasta com críticas feitas por ele em 2022 ao então primeiro-ministro Rishi Sunak, que não esteve na COP27 no Egito. Na época, Starmer afirmou que se fosse chefe de governo “estaria indo” para reunir líderes mundiais.
A decisão é acompanhada de perto por ambientalistas e ex-conselheiros do governo. Michael Jacobs, hoje professor na Universidade de Sheffield, disse ao FT que uma ausência britânica daria a Donald Trump “uma grande vitória sobre o Acordo de Paris”. Doug Parr, diretor de políticas do Greenpeace UK, afirmou que Starmer “foi rápido em criticar seus antecessores conservadores por abandonarem cúpulas anteriores — não deveria recuar agora”.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, anfitrião do encontro, declarou nesta semana que “é hora de os líderes mundiais provarem a seriedade de seu compromisso com o planeta”.
Problemas de infraestrutura em Belém também pesam na decisão. O FT relatou que governos e empresas apontaram falta de hospedagem adequada, com diárias chegando a US$ 2 mil. Um integrante do governo britânico avaliou que “a organização tem sido totalmente caótica” e que a narrativa climática encontra resistências no cenário político interno.
(com Reuters)