Presidentes do Congo e Ruanda se reunirão em Washington para assinar acordo de paz

O governo do Congo recentemente afirmou que a assinatura do acordo está condicionada à retirada do apoio de Ruanda aos rebeldes do M23

Estadão Conteúdo

O presidente dos EUA, Donald Trump, participa de uma chamada com militares do Exército dos EUA, Força-Tarefa Conjunta da Fronteira Sul, 101ª Divisão Aerotransportada (Fort Huachuca, Arizona), no Dia de Ação de Graças, em Palm Beach, Flórida, EUA, em 27 de novembro de 2025. REUTERS/Anna Rose Layden
O presidente dos EUA, Donald Trump, participa de uma chamada com militares do Exército dos EUA, Força-Tarefa Conjunta da Fronteira Sul, 101ª Divisão Aerotransportada (Fort Huachuca, Arizona), no Dia de Ação de Graças, em Palm Beach, Flórida, EUA, em 27 de novembro de 2025. REUTERS/Anna Rose Layden

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O presidente do Congo, Felix Tshisekedi, viajará aos EUA na próxima semana para assinar um acordo final com seu homólogo ruandês, visando garantir a paz entre os países, informou o governo congolês nesta sexta-feira, 28, encerrando esforços diplomáticos de meses liderados pelo presidente dos EUA, Donald Trump.

O governo do Congo recentemente afirmou que a assinatura do acordo está condicionada à retirada do apoio de Ruanda aos rebeldes do M23 na conflituosa região leste.

A confirmação de Tshisekedi sobre a assinatura em 4 de dezembro ocorre um dia após o presidente de Ruanda, Paul Kagame, expressar otimismo em relação ao acordo, mas alertar que a paz duradoura na região só pode ser alcançada se “as pessoas diretamente envolvidas estiverem comprometidas em alcançar resultados”.

O leste do Congo tem sido devastado por combates entre forças governamentais e mais de 100 grupos armados, sendo os rebeldes do M23, apoiados por Ruanda, os mais potentes. O conflito se intensificou este ano, com o M23 tomando as principais cidades da região, Goma e Bukavu, e agravando uma crise humanitária que já era uma das maiores do mundo.