Presidente interina da Venezuela anuncia “aumento responsável” dos salários em maio

Delcy Rodríguez projeta recuperação da renda atrelada ao crescimento produtivo e à atração de capital estrangeiro sob nova relação com os Estados Unidos

Reuters

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8 Abr (Reuters) – A presidente interina ⁠da Venezuela, Delcy Rodríguez, disse ⁠nesta quarta-feira que seu governo fará um ‘aumento responsável’ ‌na renda dos trabalhadores em 1º de maio, conforme sua administração busca alavancar os desenvolvimentos do petróleo ‌e da mineração para melhorar os salários dos trabalhadores.

Ela não informou o valor do aumento salarial.

O salário mínimo básico da Venezuela está em 130 bolívares por mês desde março de 2022, o equivalente a ⁠apenas ‌alguns centavos de dólar, embora muitos funcionários ⁠públicos ganhem mais por meio de bônus e outros pagamentos que podem elevar sua renda mensal para cerca de US$150.

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‘Nossa meta imediata, de médio e longo prazo é restaurar de forma constante ​e gradual a renda dos trabalhadores por meio do crescimento produtivo nos setores de hidrocarbonetos e ​mineração, que geram receita imediata assim que a recuperação da produção ocorre’, disse Rodríguez na TV estatal.

Ela observou que o aumento salarial levaria em conta os impactos sobre a inflação e que ‌a Venezuela continuaria ‘avançando nesse caminho’ à ​medida que o país se beneficiasse de mais recursos.

Rodríguez repetiu o apelo para acabar com as sanções dos EUA contra o ⁠país sul-americano.

Os ​dois países têm ​mantido relações mais calorosas desde que os EUA capturaram o presidente ⁠Nicolás Maduro em um ataque ​a Caracas no início deste ano. Desde então, o governo Trump tem trabalhado com Rodríguez e está buscando ​expandir a presença dos EUA nos setores de petróleo e mineração da Venezuela.

Rodríguez, que apoiou ​as recentes medidas ⁠legislativas para permitir mais investimentos privados e estrangeiros em ambos os ⁠setores, disse que o governo criaria uma comissão para determinar quais ativos são considerados estratégicos para o Estado e que qualquer pessoa que solicitasse a privatização da empresa estatal de petróleo PDVSA ficaria desapontada.

(Reportagem da ​Reuters)