Presidente do Conselho Europeu: estou coordenando resposta da UE a taxas de Trump

"Por ora, estou coordenando uma reposta de conjunto dos Estados membros da União Europeia sobre este tema", declarou Costa

Estadão Conteúdo

Presidente do Conselho Europeu, António Costa
18/12/2024
REUTERS/Johanna Geron
Presidente do Conselho Europeu, António Costa 18/12/2024 REUTERS/Johanna Geron

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O presidente do Conselho Europeu, António Costa, disse neste sábado, 17, que está coordenando uma resposta conjunta dos países da União Europeia (UE) às taxas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a oito países europeus para pressioná-los a apoiar suas pretensões de anexar a Groenlândia, território autônomo da Dinamarca, umas nas nações da UE atingidas pela decisão de Trump.

“Por ora, estou coordenando uma reposta de conjunto dos Estados membros da União Europeia sobre este tema”, declarou Costa em entrevista coletiva após assinatura do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a UE, neste sábado, em Assunção, no Paraguai.

Ele acrescentou que “a UE será sempre muito firme na defesa do direito internacional, seja onde for”. “E, com certeza, a começar pelo território dos Estados membros da União Europeia”, declarou. “Se queremos prosperidade, temos que abrir os mercados, não fechá-los. Temos que criar zonas de integração econômica e não aumentar as taxas”, afirmou.

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Costa aproveitou para fazer uma defesa enfática da integridade territorial e da soberania dos países, e do direito internacional, em meio às ofensivas de Trump na Venezuela e na Groenlândia, e do presidente da Rússia, Vladimir Putin, na Ucrânia.

“Estamos aqui não só para assinar a criação do maior zona econômica do mundo, mas também para enviar uma mensagem muito clara para o mundo: o que é necessário não são conflitos, mas paz, o que é necessário não são conflitos entre países, mas cooperação, o que é fundamenta é defender sempre o direito internacional, seja onde for”, declarou.

O presidente do Conselho Europeu destacou ainda que é preciso se levantar contra violações ao direito internacional. “Se a Rússia invade a Ucrânia, temos que nos levantar para defender a integridade territorial, a soberania e o direito internacional na Ucrânia. Se os direitos humanos são violados na Venezuela, devemos nos levantar para defender os direitos humanos na Venezuela”, ressaltou.

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