Por que cúpula entre Trump e Putin para discutir guerra na Ucrânia será no Alasca?

Local remoto e de difícil acesso, região simboliza a complexidade das negociações entre os países, que buscam um cessar-fogo na Ucrânia em meio a tensões geopolíticas

Gabriel Garcia IA InfoMoney

Reunião entre Trump e Putin em Helsinque
16/7/2018   
REUTERS/Kevin Lamarque
Reunião entre Trump e Putin em Helsinque 16/7/2018 REUTERS/Kevin Lamarque

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, vão se reunir nesta sexta-feira (15) no Alasca para discutir a guerra na Ucrânia e possíveis acordos de cessar-fogo.

A escolha do local, um estado remoto e de difícil acesso dos EUA, reflete a complexidade e os desafios das negociações entre as duas potências.

Embora o Alasca tenha sido vendido à América pelo czar Alexandre II em 1867, não há expectativa de que Putin faça reivindicações territoriais sobre o estado.

O foco da reunião está na possibilidade de troca de territórios ucranianos para facilitar um acordo de paz, uma proposta que Trump deseja, mas ainda não sabe como concretizar.

O local escolhido também oferece segurança para Putin, que é alvo de um mandado de prisão internacional por crimes de guerra relacionados à deportação forçada de crianças ucranianas.

O Alasca permite que o presidente russo evite sobrevoar países que poderiam prendê-lo, facilitando sua viagem.

Históricas cúpulas entre EUA e Rússia, como as realizadas em Helsinque e Reykjavik, ocorreram em locais frios e neutros, simbolizando a tensão e a necessidade de diálogo entre as duas nações.

A reunião no Alasca é a quarta desde 2010 e ocorre em um momento de intensos combates na Ucrânia.

Apesar das expectativas, especialistas são cautelosos quanto à possibilidade de avanços significativos, já que a guerra continua com bombardeios russos e resistência ucraniana.

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A cúpula, no entanto, representa uma tentativa diplomática importante para buscar uma solução para o conflito.