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(Reuters) – A atual política monetária do Federal Reserve ameaça o crescimento econômico dos Estados Unidos, que está sendo ‘amparado’ por uma série de medidas do governo Trump, incluindo cortes de impostos, disse o diretor do Fed Stephen Miran na quinta-feira, ao voltar a defender mais cortes de juros.
“Acho que o maior risco para a economia é estarmos interpretando erroneamente o quão restritiva é a política monetária”, disse Miran em um evento no Fed de Dallas, acrescentando que não acredita que haja um problema de inflação.
“Tenho dificuldade em me preocupar com a inflação porque a inflação realmente muito baixa no setor imobiliário pode compensar uma inflação maior em outras partes do índice”, disse Miran.
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“Enquanto eu continuar sem me preocupar com a inflação, acho que faz sentido continuar tentando apoiar o mercado de trabalho com uma política monetária mais flexível, especialmente porque a oferta está crescendo mais do que a demanda e a economia pode crescer sem gerar inflação.”
Miran, que foi assessor econômico da Casa Branca antes de ser nomeado para o banco central, tem sido um dos maiores defensores de uma política monetária mais frouxa pelo Fed. Ele pressionou por reduções maiores do que as que o Fed realmente implementou em cada uma das três últimas reuniões no ano passado e discordou em janeiro, quando as autoridades do Fed votaram por 10 a 2 para manter os juros na faixa atual de 3,50% a 3,75%.
A presidente do Fed de Dallas, Lorie Logan, que organizou o evento no qual Miran falou, se opõe a novos cortes na taxa.
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Logan acredita que a política do Fed está fazendo pouco para restringir a economia e está mais preocupada com a inflação persistentemente alta do que com o mercado de trabalho. Ela não comentou na quinta-feira sobre suas opiniões econômicas ou suas perspectivas para a política monetária.