Polícia britânica nega indícios de motivação política em assassinato de ex-ministra

Ann Widdecombe, de 78 anos, foi encontrada morta em sua casa na zona rural do sudoeste da Inglaterra na quinta-feira, com o que a polícia ⁠descreveu ‌como “ferimentos graves”

Reuters

Ann Widdecombe REUTERS/Simon Dawson//Foto de Arquivo
Ann Widdecombe REUTERS/Simon Dawson//Foto de Arquivo

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HAYTOR, Inglaterra, 12 Jul (Reuters) – Não ⁠há indícios de que o ⁠suposto assassinato da ex-ministra do governo britânico Ann ‌Widdecombe tenha tido motivação política, disse a polícia no domingo, acrescentando que não está procurando mais ‌ninguém após a prisão de um homem de 28 anos.

Widdecombe, de 78 anos, foi encontrada morta em sua casa na zona rural do sudoeste da Inglaterra na quinta-feira, com o que a polícia ⁠descreveu ‌como “ferimentos graves”. Policiais prenderam um homem branco britânico ⁠em Rotherham, no norte da Inglaterra, no final da noite de sábado.

A polícia pediu à população que não especule sobre possíveis motivos enquanto a investigação ainda está em andamento.

“Neste momento, ​ainda não há informações que sugiram que se trate de um incidente relacionado ao terrorismo e, ​neste momento, não estamos procurando mais ninguém em conexão com este assassinato”, disse o subchefe de polícia de Devon e Cornwall, Matt Longman, a repórteres.

“Os detetives mantêm a mente aberta quanto ‌ao possível motivo. Nesta fase, não ​há nada que sugira que tenha sido motivado por questões políticas.”

Outro suspeito preso na sexta-feira foi liberado no dia seguinte ⁠sem acusação.

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Conservadora social, ​Widdecombe atuou ​como ministra adjunta no governo conservador de John Major na década ⁠de 1990. Ela deixou o ​cargo de deputada em 2010, mas posteriormente ingressou no Reform UK, de Nigel Farage, como porta-voz para imigração ​e justiça.

Dois parlamentares britânicos em exercício foram assassinados na última década.

A deputada trabalhista Jo ​Cox foi baleada ⁠e esfaqueada por um agressor obcecado pelo nazismo durante a campanha ⁠do Brexit em 2016. O deputado conservador David Amess foi esfaqueado até a morte em 2021 por um homem inspirado pelo grupo militante Estado Islâmico.

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