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Um estudo publicado na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society propõe a existência de um planeta até então desconhecido no Sistema Solar, batizado de “Planeta Y”.
Diferente do famoso Planeta Nove, que seria um gigante gasoso muito distante, o Planeta Y seria um mundo rochoso, com tamanho semelhante ao da Terra, e estaria localizado mais próximo do que o outro candidato.
A hipótese surgiu após a análise das órbitas de cerca de 50 objetos no Cinturão de Kuiper, uma região além de Netuno repleta de asteroides e planetas anões.
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Os pesquisadores notaram que esses objetos apresentam uma inclinação de aproximadamente 15 graus em relação ao plano orbital dos planetas conhecidos, um fenômeno que só poderia ser explicado pela presença de um corpo massivo oculto.
Segundo Amir Siraj, astrofísico da Universidade de Princeton e autor principal do estudo, o Planeta Y teria uma massa entre a de Mercúrio e a da Terra, e estaria situado a uma distância entre 100 e 200 vezes a distância da Terra ao Sol.
Isso o colocaria muito mais próximo do que o Planeta Nove, que se estima estar a pelo menos 400 vezes essa distância.
Apesar do entusiasmo, a comunidade científica mantém cautela.
Alguns especialistas apontam que o número limitado de objetos analisados pode não ser suficiente para confirmar a existência do planeta.
A expectativa é que o recém-inaugurado Observatório Vera C. Rubin, no Chile, com sua poderosa câmera digital, possa identificar novos objetos no Cinturão de Kuiper e ajudar a confirmar ou refutar a teoria nos próximos anos.
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Se confirmado, o Planeta Y ampliaria nosso conhecimento sobre a estrutura do Sistema Solar e poderia representar o décimo planeta do nosso sistema, ao lado dos oito já conhecidos e do planeta anão Plutão.
Até lá, a busca por esse mundo oculto continua, alimentando a curiosidade e o fascínio pela vastidão do cosmos.