Piloto desligou motor errado antes de acidente fatal na Coreia do Sul, diz agência

Investigação teria apontado que erro na operação dos motores contribuiu para queda que matou 179 pessoas em dezembro de 2024

Gabriel Garcia IA InfoMoney

Socorristas trabalham perto dos destroços da aeronave da Jeju Air que saiu da pista e caiu no Aeroporto Internacional de Muan, em Muan, Coreia do Sul, em 30 de dezembro de 2024. REUTERS/Kim Hong-Ji
Socorristas trabalham perto dos destroços da aeronave da Jeju Air que saiu da pista e caiu no Aeroporto Internacional de Muan, em Muan, Coreia do Sul, em 30 de dezembro de 2024. REUTERS/Kim Hong-Ji

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Uma investigação conduzida na Coreia do Sul revelou que os pilotos do voo Jeju Air 2216 desligaram o motor errado após uma colisão com pássaros pouco antes do pouso, contribuindo para o acidente que resultou na morte de 179 pessoas. As informações são da Reuters.

O Boeing 737-800 caiu no Aeroporto de Muan em 29 de dezembro de 2024, sendo o desastre aéreo mais letal em solo sul-coreano.

Segundo a agência, dados do gravador de voz da cabine, registros computacionais e um interruptor recuperado nos destroços indicam que o motor esquerdo, que estava menos danificado, foi desligado erroneamente, enquanto o motor direito, mais comprometido pela colisão com aves, permaneceu ligado. Essa falha operacional agravou a situação da aeronave durante a tentativa de pouso.

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O Conselho de Investigação de Acidentes de Aviação e Ferrovias da Coreia do Sul, responsável pela apuração, ainda não divulgou um relatório oficial detalhado, mas comunicou as famílias das vítimas sobre as conclusões preliminares. A fabricante Boeing e a empresa de motores CFM International estão colaborando com as investigações.

Representantes das famílias das vítimas e o sindicato dos pilotos da Jeju Air questionam a conclusão de que o erro dos pilotos foi a causa principal, apontando que outros fatores, como a estrutura do aeroporto e a presença de um aterro próximo à pista, podem ter contribuído para a gravidade do acidente.

O sindicato também criticou a investigação por não apresentar evidências técnicas suficientes para sustentar a tese do erro humano isolado.

O relatório final da investigação deve ser divulgado dentro de um ano após o acidente, conforme normas internacionais.