Petroleiro é atingido e pega fogo no Estreito de Ormuz; uma pessoa morre

Petroleiro com bandeira das Ilhas Marshall é o segundo a ser atingido em questão de horas após Teerã admitir ação contra outra embarcação na região

Paulo Barros

Fumaça sai de um petroleiro alvo de sanções dos EUA, atingido perto da península de Musandam, em Omã, nesta captura de tela de um vídeo obtido pela REUTERS em 1º de março de 2026.
Fumaça sai de um petroleiro alvo de sanções dos EUA, atingido perto da península de Musandam, em Omã, nesta captura de tela de um vídeo obtido pela REUTERS em 1º de março de 2026.

Publicidade

Um petroleiro foi atingido por um barco não tripulado no Estreito de Ormuz, na costa de Omã, deixando um tripulante morto e ampliando a tensão sobre a principal rota de escoamento de petróleo do mundo.

A embarcação MKD VYOM, com bandeira das Ilhas Marshall, transportava cerca de 59.463 toneladas métricas de carga quando foi atingida. O impacto provocou explosão e incêndio na casa de máquinas, resultando na morte de um tripulante indiano. Os outros 20 integrantes da tripulação — indianos, bengaleses e um ucraniano — foram evacuados por um navio comercial com bandeira do Panamá, o MV SAND, segundo autoridades de Omã.

O caso marca a primeira morte confirmada envolvendo navegação comercial desde o início da atual escalada militar na região.

Continua depois da publicidade

Mais cedo, outro petroleiro já havia sido alvo de ataque no Estreito de Ormuz. O Centro de Segurança Marítima de Omã informou que o navio SKYLIGHT, com bandeira de Palau, foi atingido a cinco milhas náuticas ao norte do porto de Khasab, na província de Musandam. Quatro pessoas ficaram feridas, e todos os 20 tripulantes (15 indianos e 5 iranianos) foram evacuados.

No domingo, o Irã confirmou que atacou um petroleiro por desobedecer ordens de não cruzar o Estreito de Ormuz. A televisão estatal afirmou que a embarcação “tentava cruzar ilegalmente” a passagem estratégica. Imagens divulgadas nas redes sociais mostraram fumaça saindo do navio após o ataque.

A sequência de incidentes ocorre após os Estados Unidos e Israel lançarem ataques contra o Irã no sábado, ação que matou o líder supremo aiatolá Ali Khamenei e outras autoridades, segundo Teerã. Em resposta, o Irã disparou mísseis e drones contra alvos israelenses, ativos americanos e países do Golfo.

No sábado, a mídia iraniana informou que o Estreito de Ormuz havia sido “efetivamente” fechado após os bombardeios. Washington e Tel Aviv acusam Teerã de manter programas nuclear e de mísseis que ameaçam Israel e aliados dos EUA. O Irã sustenta que seu programa nuclear tem fins pacíficos e nega buscar armas nucleares.

(com agências internacionais)

Paulo Barros

Jornalista, editor de Hard News no InfoMoney. Escreve principalmente sobre economia e investimentos, além de internacional (correspondente baseado em Lisboa)