Petro rebate ameaças de Trump e afirma que voltaria a “pegar em armas” pela Colômbia

A tensão entre os líderes existe desde que Trump assumiu o mandato em 2025, mas ganhou novos contornos após o ataque dos EUA à Venezuela

Caio César

Presidente da Colômbia, Gustavo Petro
03/10/2025
REUTERS/Luisa Gonzalez
Presidente da Colômbia, Gustavo Petro 03/10/2025 REUTERS/Luisa Gonzalez

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O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, rebateu as ameaças de Donald Trump contra seu país nesta segunda-feira (5). Em uma publicação na rede X, o ex-guerrilheiro afirmou que pegará “de novo em armas”, se for preciso, para defender sua pátria das ações dos Estados Unidos.

A tensão entre os líderes existe desde que Trump assumiu o mandato em 2025, mas ganhou novos contornos após o ataque dos EUA à Venezuela, que culminou na captura do presidente Nicolás Maduro.

“Jurei não tocar mais em uma arma desde o pacto de paz de 1989, mas pela pátria voltarei a pegar em armas que não mais queria”, destacou Petro em texto publicado na rede.

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A declaração ocorre após o presidente americano ter anunciado, no último domingo (4), que Petro deveria “tomar cuidado” e que os EUA estariam vigiando atentamente o envolvimento de países latino-americanos no tráfico internacional de drogas.

Na mesma declaração, Trump descreveu o presidente colombiano como um “homem doente que gosta de fabricar cocaína e vendê-la para os Estados Unidos”, mas que “não o fará por muito tempo”.

No longo texto publicado, Petro rejeitou as ameaças e acusações feitas por Trump. “Meu nome não aparece nos arquivos judiciais sobre narcotráfico, nem no passado nem no presente. Pare de me caluniar, senhor Trump. Não é assim que se ameaça um presidente latino-americano que surgiu da luta armada”, afirmou.