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Integrantes de vários sindicatos entraram em confronto com a polícia nesta quarta-feira, 30, na capital peruana durante um protesto de pequeno porte contra um pacote de leis solicitado pelo governo da presidente Keiko Fujimori.
O Executivo pede ao Congresso autorização para legislar por 120 dias em dezenas de áreas, com medidas voltadas ao combate ao crime, ao enfrentamento do El Niño e a iniciativas econômicas.
Esta foi a primeira manifestação contra Fujimori em Lima desde o início do governo, embora em agosto tenham ocorrido paralisações regionais em Loreto e Ucayali, com críticas especialmente ao aumento dos preços dos combustíveis.
O governo pediu ao Parlamento poderes para legislar por 120 dias em mais de 60 temas e aprovar medidas tributárias, trabalhistas, penitenciárias, migratórias e econômicas, com o argumento de promover emprego, pequenas empresas, investimentos e desenvolvimento produtivo.
Sindicatos, porém, dizem ver no pacote pontos que podem enfraquecer direitos trabalhistas. Luis Solís, dirigente do sindicato de trabalhadores do Ministério de Transportes e Comunicações, afirmou à Associated Press que o governo tenta introduzir medidas para eliminar limites para taxas de juros bancárias, reduzir direitos de trabalhadores jovens e enfraquecer garantias trabalhistas. Entre os manifestantes havia representantes de setores como o têxtil e o da construção civil.
Na terça-feira, Fujimori declarou na região de Ica que o pedido de poderes legislativos é “importante” porque o governo precisa responder ao El Niño – já evidente no norte do país, com chuvas constantes – e também enfrentar uma onda de criminalidade persistente.
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Até o momento, a Câmara dos Deputados ainda não aprovou a solicitação do Executivo.
Em agosto, o governo Fujimori decretou estado de exceção por 60 dias em Lima e no porto de Callao para combater o crime. No início de setembro, o Peru aderiu ao “Escudo das Américas”, iniciativa liderada pelos Estados Unidos contra o crime transnacional.
Fujimori assumiu em julho prometendo impor ordem em um país atingido por extorsões e homicídios. Segundo dados oficiais, denúncias de extorsão passaram de 2.421 em 2019 para 26.734 em 2025. Fonte: Associated Press.
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*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
