Publicidade
O Pentágono começará a submeter militares homens a exames para detectar deficiência de testosterona, anunciou nesta quarta-feira o secretário de Defesa, Pete Hegseth.
Usando o slogan “High-T Department of War”, Hegseth afirmou que o novo exame para militares com 30 anos ou mais vai garantir que eles “tenham os níveis corretos de testosterona para operar no seu melhor nível possível”.

Tarifaço: Flávio e Zema atacam Lula, que culpa família Bolsonaro por ação dos EUA
Após tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, senador diz que Brasil estão num “avião sem piloto”, e presidente responsabiliza adversário

EUA ampliam lista de produtos isentos da nova tarifa de 25%; veja justificativa
Razão foi o fato de serem consideradas matérias-primas que poderiam levar à indisponibilidade de oferta doméstica e causar “perturbações” na economia americana caso fossem sujeitas à sobretaxa
O anúncio do chefe do Pentágono está alinhado aos esforços do secretário de Saúde, Robert F. Kennedy Jr., para reduzir parte do estigma em torno do tratamento com testosterona.
Em junho, a agência reguladora de alimentos e medicamentos dos EUA, a FDA, pediu aos fabricantes que retirassem alertas que há muito tempo aparecem nos rótulos de terapias de reposição hormonal para homens mais velhos, cujos níveis de testosterona caem naturalmente com a idade.
“Se o tratamento for recomendado, cabe inteiramente a você decidir se quer receber terapia de reposição de testosterona”, disse Hegseth no vídeo publicado no X. “Não se trata de aprimoramento artificial. Trata-se de restaurar e otimizar suas capacidades naturais.”
Segundo Hegseth, o novo exame será incluído na avaliação anual de saúde dos militares com mais de 30 anos, enquanto integrantes mais jovens das Forças Armadas também poderão optar “voluntariamente” por fazer o teste.
Continua depois da publicidade
De acordo com a Cleveland Clinic, a reposição de testosterona em homens com níveis baixos é conhecida por melhorar os níveis de energia, a função sexual, o humor e a densidade mineral óssea, além da massa corporal magra.
Mas o tratamento também pode causar uma série de efeitos colaterais, incluindo redução dos testículos, acne, retenção de líquidos, aumento das mamas, elevação na contagem de glóbulos vermelhos e supressão da produção de esperma, o que pode comprometer a fertilidade.
Em 2019, o National Institutes of Health (NIH) estudou o impacto da terapia com testosterona como forma de reduzir lesões e melhorar o desempenho de militares homens em condições extremas.
Continua depois da publicidade
O estudo concluiu que a “suplementação de testosterona (terapia de reposição de testosterona) é uma contramedida viável para reverter de forma eficaz a cascata de consequências físicas e mentais experimentadas por operadores táticos”.
© 2026 Bloomberg L.P.