Pentágono deve enviar 3 mil soldados paraquedistas ao Oriente Médio, diz WSJ

Tropas da 82ª Divisão Aerotransportada dariam a Trump novas opções militares, mas autoridades dizem que ainda não há decisão de mandar soldados para o território iraniano

Gabriel Garcia

Soldados do Exército dos EUA e do Exército iraquiano embarcam em um helicóptero CH-53 Super Stallion do Corpo de Fuzileiros Navais durante um exercício de embarque estático realizado para preparar missões futuras na Base de Ramadi, no Iraque, em 15 de novembro de 2009 (Força Aérea dos EUA pelo sargento Daniel St. Pierre)
Soldados do Exército dos EUA e do Exército iraquiano embarcam em um helicóptero CH-53 Super Stallion do Corpo de Fuzileiros Navais durante um exercício de embarque estático realizado para preparar missões futuras na Base de Ramadi, no Iraque, em 15 de novembro de 2009 (Força Aérea dos EUA pelo sargento Daniel St. Pierre)

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O Pentágono se prepara para enviar cerca de 3 mil soldados da 82ª Divisão Aerotransportada do Exército dos Estados Unidos para o Oriente Médio, em apoio às operações contra o Irã, segundo o Wall Street Journal. A ordem formal de deslocamento é esperada nas próximas horas, segundo o jornal.

As autoridades ouvidas pelo WSJ ressaltam que ainda não há decisão de colocar “boots on the ground” — tropas em solo — dentro do território iraniano. Ainda assim, a movimentação da 82ª abre para o presidente Donald Trump um leque de novas opções estratégicas na região.

A 82ª Aerotransportada é a principal força de resposta rápida do Exército americano, treinada para ser enviada para qualquer lugar do mundo em menos de 24 horas. Seus paraquedistas são preparados para saltar em território hostil ou contestado, garantir o controle de pistas de pouso e abrir caminho para operações maiores.

Com essa capacidade, a presença da 82ª poderia ser usada, caso Trump assim decida, para tentar reabrir o Estreito de Hormuz pela força, tomar ilhas estratégicas iranianas ou pontos da costa do país, ou ainda conduzir missões para capturar estoques de urânio altamente enriquecido do regime.

A notícia surge um dia após Trump anunciar que o Exército americano adiaria por cinco dias ataques contra usinas de energia e infraestrutura do setor de petróleo no Irã, depois de o governo falar em “conversas produtivas” com Teerã. O Ministério das Relações Exteriores iraniano nega que haja negociações em andamento com Washington.