Para Von der Leyen, tarifas ligadas à Groenlândia vão contra interesses EUA–UE

Líder europeia usa reunião em Davos para defender comércio e investimentos transatlânticos, reiterar soberania da Groenlândia e da Dinamarca e buscar alinhamento com Washington sobre Ucrânia

Estadão Conteúdo

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, discursa durante a cerimônia de assinatura de um acordo de livre comércio entre a União Europeia e o bloco sul-americano Mercosul, encerrando mais de 25 anos de negociações, em Assunção, Paraguai, em 17 de janeiro de 2026. REUTERS/Cesar Olmedo
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, discursa durante a cerimônia de assinatura de um acordo de livre comércio entre a União Europeia e o bloco sul-americano Mercosul, encerrando mais de 25 anos de negociações, em Assunção, Paraguai, em 17 de janeiro de 2026. REUTERS/Cesar Olmedo

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A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse nesta segunda-feira, 19, a uma delegação bipartidária do Congresso dos EUA que as novas tarifas relacionadas a questão da Groenlândia vão contra os interesses comerciais e de investimentos de ambos. A reunião com os legisladores aconteceu nos arredores do Fórum Econômico Mundial, em Davos.

“Discutimos o comércio e os investimentos transatlânticos”, disse a presidente do braço executivo da União Europeia (UE), em publicação no X após o encontro.

Von der Leyen também disse que reiterou às autoridades dos EUA a necessidade de respeitar a soberania da Groenlândia e da Dinamarca, afirmando que esse ponto é fundamental para a relação entre europeus e americanos.

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No sábado, o presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou impor tarifas de 10% a oito países da região para pressionar a aquisição da ilha autônoma.

“A União Europeia continua pronta para trabalhar em estreita colaboração com os Estados Unidos, a Otan e outros aliados, em cooperação próxima com a Dinamarca, para avançar nossos interesses comuns de segurança”, defendeu ela.

Sobre a Ucrânia, Von der Leyen disse que o encontro com as autoridades visou a busca por uma “paz justa e duradoura” na região e frisou a importância das boas relações da UE com os Estados Unidos para firmar garantias de segurança.