Paquistão diz que Irã confirmou participação em negociações com os EUA em Islamabad

Encontros buscam transformar cessar-fogo de duas semanas em acordo permanente para encerrar guerra no Oriente Médio

Bloomberg

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, gesticula enquanto discursa na 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas (UNGA) na sede da ONU, em Nova York, EUA, em 26 de setembro de 2025. REUTERS/Kylie Cooper
O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, gesticula enquanto discursa na 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas (UNGA) na sede da ONU, em Nova York, EUA, em 26 de setembro de 2025. REUTERS/Kylie Cooper

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O Paquistão afirmou que o Irã confirmou sua participação em negociações de paz com os Estados Unidos em Islamabad, no fim desta semana, à medida que se intensificam os esforços globais por um acordo permanente para encerrar a guerra no Oriente Médio após um cessar-fogo de duas semanas.

O presidente Masoud Pezeshkian “reafirmou a participação do Irã nas próximas negociações com os EUA e expressou apreço pelos esforços do Paquistão”, segundo comunicado do gabinete do primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, após uma conversa entre os dois líderes nesta quarta-feira. Os EUA não confirmaram sua participação.

Estados Unidos e Irã concordaram com um cessar-fogo de duas semanas, e Teerã se comprometeu a reabrir o Estreito de Ormuz horas antes do prazo dado pelo presidente Donald Trump para intensificar os ataques. Mais cedo, Sharif havia solicitado às duas partes um cessar-fogo e oferecido Islamabad como sede para as negociações em 10 de abril.

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O cessar-fogo temporário dá tempo para que os dois lados tentem alcançar um acordo de mais longo prazo para encerrar o conflito de seis semanas, que já matou mais de 5.300 pessoas e desencadeou uma crise energética global.

Potência nuclear, o Paquistão vem aproveitando seus laços estreitos tanto com o Irã — com quem compartilha uma fronteira — quanto com os EUA para intermediar um acordo de cessar-fogo entre os dois países. Há semanas, o país sul-asiático mantém diálogo com Turquia, Egito e outros países para ajudar a pôr fim à guerra.

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