Papa apela pela paz no Oriente Médio, enquanto o Vaticano rejeita “guerra preventiva”

Leão XIV expressou sua "profunda consternação" com a guerra

Estadão Conteúdo

O papa Leão concede audiência na Praça de São Pedro, no Vaticano - 17/12/2025 (Foto: REUTERS/Ciro De Luca)
O papa Leão concede audiência na Praça de São Pedro, no Vaticano - 17/12/2025 (Foto: REUTERS/Ciro De Luca)

Publicidade

O Papa Leão XIV pediu neste domingo, 08, o fim da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã e a abertura de diálogo, alertando que o conflito estava se espalhando por todo o Oriente Médio e semeando “um clima de ódio e medo”.

Pelo segundo domingo consecutivo, Leão XIV expressou sua “profunda consternação” com a guerra e seu efeito sobre o Líbano, um refúgio para os cristãos na região predominantemente muçulmana.

A Santa Sé tem uma tradição de neutralidade diplomática, mas rejeitou, no entanto, a justificativa do governo Trump de atacar preventivamente o Irã.

“Se os Estados fossem reconhecidos como tendo o direito à guerra preventiva, de acordo com seus próprios critérios e sem um quadro legal supranacional, o mundo inteiro correria o risco de ser incendiado”, disse o secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Pietro Parolin, à Mídia do Vaticano esta semana. Parolin exigiu, em vez disso, o respeito ao direito internacional e à diplomacia multilateral.