Otan se compromete a aumentar gastos e reafirma defesa coletiva

A aliança de 32 nações, por sua vez, atendeu a um apelo de Trump para que outros países aumentem seus gastos com defesa para reduzir a dependência da Otan em relação aos EUA

Reuters

O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, o presidente dos EUA, Donald Trump, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, o presidente francês, Emmanuel Macron, o chanceler alemão, Friedrich Merz, o primeiro-ministro grego, Kyriakos Mitsotakis, e o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, posam para uma foto de família com líderes da OTAN durante uma cúpula de líderes da OTAN em Haia, Holanda, em 25 de junho de 2025. REUTERS/Claudia Greco
O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, o presidente dos EUA, Donald Trump, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, o presidente francês, Emmanuel Macron, o chanceler alemão, Friedrich Merz, o primeiro-ministro grego, Kyriakos Mitsotakis, e o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, posam para uma foto de família com líderes da OTAN durante uma cúpula de líderes da OTAN em Haia, Holanda, em 25 de junho de 2025. REUTERS/Claudia Greco

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Os líderes da Otan apoiaram nesta quarta-feira um grande aumento nos gastos com defesa e reafirmaram seu compromisso de se defenderem mutuamente de ataques, após uma breve cúpula feita sob medida para o presidente dos EUA, Donald Trump.

Em uma breve declaração, a Otan endossou uma meta de gastos com defesa mais alta, de 5% do PIB, até 2035 — uma resposta a uma exigência de Trump e aos temores dos europeus de que a Rússia represente uma ameaça crescente à sua segurança após a invasão da Ucrânia em 2022.

“Reafirmamos nosso compromisso férreo com a defesa coletiva, conforme consagrado no Artigo 5 do Tratado de Washington — que um ataque a um é um ataque a todos”, informou o comunicado, depois que Trump gerou preocupação na terça-feira ao dizer que havia “inúmeras definições” da cláusula.

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Porém, pouco antes da abertura da cúpula, Trump disse sobre os outros membros da Otan: “Estamos com eles até o fim”.

Gastos aumentarão em centenas de bilhões

A aliança de 32 nações, por sua vez, atendeu a um apelo de Trump para que outros países aumentem seus gastos com defesa para reduzir a dependência da Otan em relação aos EUA.

O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, reconheceu não ser fácil para os países europeus e o Canadá encontrarem o dinheiro extra, mas disse que é vital fazer isso.

“Meus colegas na mesa de negociações estão absolutamente convencidos de que, dada a ameaça dos russos e a situação da segurança internacional, não há alternativa”, declarou o ex-primeiro-ministro holandês aos repórteres em sua cidade natal, Haia.

A nova meta de gastos – a ser alcançada nos próximos 10 anos – representa um salto de centenas de bilhões de dólares por ano em relação à meta atual de 2% do PIB, embora seja medida de forma diferente.

Os países gastariam 3,5% do PIB em defesa básica — como tropas e armas — e 1,5% em medidas mais amplas relacionadas à defesa, como segurança cibernética, proteção de gasodutos e adaptação de estradas e pontes para suportar veículos militares pesados.

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Todos os membros da Otan apoiaram uma declaração que consagra a meta, embora a Espanha tenha declarado que não precisa atingir a meta e que pode cumprir seus compromissos gastando muito menos.

Rutte contesta isso, mas aceitou um acordo diplomático com o primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez como parte de seus esforços para dar a Trump uma vitória diplomática e fazer com que a cúpula transcorra sem problemas.

A Espanha disse nesta quarta-feira que não esperava que sua posição tivesse qualquer repercussão.