Otan elege general da Alemanha para presidir Comitê Militar e cita ações da Rússia

Na conferência da aliança em Copenhague, os aliados também discutiram como transformar os compromissos de aumento dos gastos militares assumidos na Cúpula de Ancara em capacidade efetiva de defesa

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Os 32 países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) elegeram neste sábado (19) o chefe das Forças Armadas da Alemanha, general Carsten Breuer, para presidir o Comitê Militar da aliança, informou a organização em nota. Ele assumirá o posto no verão europeu de 2027, para um mandato de três anos, em substituição ao atual presidente, almirante Giuseppe Cavo Dragone.

O Comitê Militar é a mais alta autoridade militar da Otan e reúne os chefes das Forças Armadas dos países membros. A eleição ocorreu durante a conferência anual do órgão, em Copenhague, na Dinamarca, que discutiu o reforço da defesa coletiva, novas tecnologias militares e a continuidade do apoio à Ucrânia.

Na reunião, os aliados também discutiram como transformar os compromissos de aumento dos gastos militares assumidos na Cúpula de Ancara em capacidade efetiva de defesa. “Estamos passando dos compromissos orçamentários para a entrega das capacidades necessárias para que a Otan possa dissuadir adversários e defender a região euro-atlântica”, afirmou o presidente do Comitê Militar, almirante Giuseppe Cavo Dragone, segundo a nota.

Cavo Dragone citou ainda episódios recentes envolvendo a Rússia. “Nas últimas semanas e meses, voltamos a ver o comportamento imprudente da Rússia, incluindo violações do espaço aéreo, incidentes com drones, atividades híbridas e tentativas de testar a determinação dos aliados”, disse. Na segunda-feira (14), uma fragata russa disparou sinalizadores na direção de um helicóptero militar dinamarquês em águas internacionais, segundo as Forças Armadas da Dinamarca.

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Alerta por onda drone russos

A guerra na Ucrânia também voltou a colocar países da Otan em alerta nesta semana. Na quinta-feira (17), a Rússia lançou uma nova onda de mísseis e drones contra Kiev e outras regiões ucranianas, levando a Polônia a acionar caças perto da fronteira. Neste sábado, os militares poloneses voltaram a elevar preventivamente o nível de prontidão durante ataques russos, mas informaram que não houve violação do espaço aéreo do país.

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A conferência em Copenhague ocorreu ainda um dia depois de Estados Unidos, Dinamarca e Groenlândia anunciarem um acordo para ampliar a cooperação de segurança na ilha, considerada estratégica para o Ártico e o Atlântico Norte. Neste sábado, os governos dinamarquês e groenlandês disseram que o entendimento não transfere soberania aos Estados Unidos, após o presidente americano, Donald Trump, afirmar que Washington teria controle permanente sobre questões de segurança no território.

Os chefes militares também cobraram maior capacidade de produção da indústria de defesa. Segundo a Otan, os aliados estão “prontos para comprar em grande escala” e esperam que o setor consiga entregar equipamentos “com rapidez, em grande escala e de forma previsível”. A próxima reunião do Comitê Militar está prevista para janeiro de 2027, em Bruxelas.