Ormuz pode se tornar “desnecessário” em cinco anos e ser substituído, diz CEO do HSBC

Países do Golfo Pérsico já estão direcionando recursos para o desenvolvimento de dutos ⁠de ‌energia até os portos

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DUBAI, 20 Out (Reuters) – ⁠O investimento em rotas logísticas alternativas no ⁠Golfo Pérsico para mitigar o impacto da guerra com ‌o Irã poderia tornar o Estreito de Ormuz “desnecessário” nos próximos cinco anos, afirmou nesta terça-feira Georges Elhedery, presidente-executivo do Grupo ‌HSBC .

O conflito destacou a forte dependência mundial dessa via navegável estratégica, pela qual passava anteriormente um quinto do comércio global de petróleo e gás natural liquefeito.

Isso está forçando os países do Golfo Pérsico a direcionar recursos para o desenvolvimento de dutos ⁠de ‌energia até os portos, investimentos que, segundo Elhedery, permitirão que ⁠a região supere as consequências do conflito.

“Acreditamos que essa região será capaz de se recuperar e, em seguida, continuar crescendo. Isso exigirá muitos investimentos”, disse o presidente-executivo do banco durante o evento HSBC Future Forum, em Dubai.

“É ​claro que desejamos e esperamos ver uma resolução para o conflito… Mas o Estreito de Ormuz, provavelmente daqui a ​cinco anos, pode se tornar obsoleto”, acrescentou.

O Oriente Médio, o Norte da África e a Turquia estão oferecendo US$872 bilhões em pacotes de projetos individuais, parte de um portfólio mais amplo de infraestrutura planejado e ainda não concedido, no ‌valor de US$1,4 trilhão, informou o HSBC ​em um relatório na segunda-feira, citando dados da MEED, uma plataforma de inteligência de mercado do setor de construção com sede em Dubai.

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Enquanto isso, ⁠uma pesquisa recente do ​HSBC com mais ​de 1.600 líderes empresariais e cerca de 820 investidores institucionais globais revelou que ⁠eles ainda consideram o Golfo Pérsico ​um polo de investimentos atraente.

No entanto, após um crescimento de 3,3% em 2025, o Banco Mundial previu na semana passada uma contração ​econômica de 1,3% na região do Oriente Médio, Norte da África e Paquistão neste ano devido à ​guerra. Isso deve ⁠ser seguido por uma recuperação forte, mas desigual, em 2027.

Elhedery estava entre os financistas ⁠globais que deveriam participar da principal conferência de investimentos da Arábia Saudita, que estava prevista para a próxima semana, mas foi adiada para 2027 na segunda-feira, após ataques mortais em Riad perpetrados pelos militantes houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã.

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