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O Comitê Conjunto de Monitoramento Ministerial (JMMC) da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) expressou preocupação em relação a ataques à infraestrutura de energia, observando que restaurar ativos de energia danificados à plena capacidade é custoso e demorado, afetando a disponibilidade geral de suprimentos.
O diagnóstico foi feito na sua 67ª reunião, realizada por videoconferência. O comunicado não específica quais ataques, mas acontece em meio aos efeitos da guerra dos Estados Unidos e Israel com o Irã.
O Comitê é composto pela Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Kuwait, Cazaquistão, Nigéria, Argélia e Venezuela.
Na reunião, foram revisadas as condições atuais do mercado, destacando a importância crítica de salvaguardar as rotas marítimas internacionais para garantir o fluxo ininterrupto de energia, de acordo com a nota.
Os países ressaltaram ainda que quaisquer ações que minem a segurança do fornecimento de energia, seja por meio de ataques à infraestrutura ou interrupção das rotas marítimas internacionais, aumentam a volatilidade do mercado e enfraquecem os esforços coletivos sob a Declaração de Cooperação (DoC) para apoiar a estabilidade do mercado em benefício dos produtores, consumidores e da economia global.
O JMMC revisou os dados de produção de petróleo bruto para os meses de maio e junho de 2026 e observou a conformidade geral para os países da OPEP e não-OPEP participantes da DoC.
O Comitê também reafirmou que continuará a monitorar a adesão aos ajustes de produção acertados nos últimos anos. Mais cedo, a Opep+ confirmou aumento de 188 mil barris por por dia na produção de petróleo a partir de setembro. A próxima reunião do JMMC está agendada para 4 de outubro de 2026.
