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A onda de calor extremo que vem assolando a Europa nesse verão se traduziu em extensos incêndios florestais em alguns países, sendo a Espanha um dos mais atingidos, especialmente nos últimos dias. Segundo os jornais El País e El Mundo, ao menos duas pessoas morreram nesta semana e há focos de fogo ainda ativos em Castela e Leão, Galícia, Extremadura, Castela-La Mancha e Madri, entre outras comunidades.
Segundo informações da Reuters, uma das vítimas é um bombeiro voluntário, que teve queimaduras graves. Até o momento, os incêndios florestais queimaram quase 99.000 hectares na Espanha este ano e o calor extremo está piorando a situação. O homem morto era um bombeiro voluntário de 35 anos que tentava criar uma barreira contra incêndios perto da cidade de Nogarejas, na região central de Castela e Leão, quando ficou preso no incêndio, disseram autoridades regionais.
Na segunda-feira, outro incêndio matou um homem que trabalhava em um estábulo de cavalos nos arredores de Madri e atingiu algumas casas e fazendas antes de ser contido.
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Uma onda de calor de 10 dias deve durar até segunda-feira, afirmou a agência meteorológica estatal AEMET, prevendo um risco “extremo” de incêndios florestais na quarta-feira. Nesta quarta-feira, a Agência listou 11 localidades na Espanha que estavam em alerta de temperaturas de mais de 40 graus centígrados, incluindo a Catalunha e a Comunidade de Madri. “Estamos no ponto mais desafiador da temporada”, disse a AEMET no X.
Só entre ontem e hoje, 7 mil pessoas residentes em León e Zamora tiveram de deixar suas casas com o avanço das chamas. Na galícia, 8 mil hectares foram consumidos pelo fogo.
O El País informou que a Junta de Castela e Leão elevou para o nível 2 de gravidade o incêndio declarado na localidade de La Bastida, em Salamanca, devido a um “sério risco” para a população, dada a proximidade do incêndio à zona urbana.
Segundo o El Mundo, a operadora ferroviária Renfe retomou nesta quarta-feira a circulação de trens entre Madrid e Ávila, que estava fora de serviço desde sexta-feira.
A ministra do Meio Ambiente, Sara Aagesen, disse à estação de rádio SER que muitos incêndios em todo o país eram suspeitos de terem sido causados intencionalmente por incendiários devido à sua “virulência”, mas acrescentou que era muito cedo para dizer quantos.
O líder da região da Galícia, no noroeste, Alfonso Rueda, chamou a situação de “complicada” e disse que o clima não estava ajudando. Seis incêndios ativos estavam afetando um total de 10.000 hectares na província de Ourense, na Galícia.
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As emergências também trouxera impacto político. O PP, partido de oposição ao governo de Pedro Sanchez, acusou a gestão de abandonar as comunidades autônomas e de só agir quando solicitado. Mas ele foi às redes sociais para dizer que as equipes de emergência continuam combatendo o incêndio em diferentes partes do país.
“A situação do incêndio continua grave. É essencial extrema cautela. Obrigado, mais uma vez, a todos que estão trabalhando incansavelmente para combater as chamas”, escreveu no X.
(Com Reuters)