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Mojtaba Khamenei, novo líder supremo do Irã, está incapacitado e recebendo tratamento médico na cidade sagrada de Qom, conforme avaliação da inteligência dos Estados Unidos e Israel, à qual o jornal The Times teve acesso.
Segundo o jornal, um memorando diplomático informa que Mojtaba está sendo tratado de um problema de saúde “grave” e está localizado na cidade central, a 140 quilômetros ao sul de Teerã, considerada local sagrado no islamismo xiita. “Mojtaba Khamenei está sendo tratado em Qom em estado grave, incapaz de participar de qualquer tomada de decisão do regime”, diz o texto divulgado pelo The Times.

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O jornal procurou a Agência de Segurança Nacional (NSA), assim como a representação do Irã em Washington, mas não obteve retorno.
Anteriormente, o Irã havia confirmado que o novo líder supremo foi ferido no mesmo ataque aéreo que matou o seu pai, sua mãe, sua esposa Zahra Haddad-Adel e um de seus filhos durante o primeiro dia de guerra EUA e Israel contra o Irã.
Desde então, o sucessor do Khamenei não foi visto em público. Segundo o jornal The Times, apenas duas declarações atribuídas ao líder foram lidas na televisão estatal iraniana e um vídeo produzido por inteligência artificial no qual Mojtaba entra em uma sala de guerra e analisa a usina nuclear Dimona, em Israel.
Além disso, a suposta incapacidade de Mojtaba aumenta as especulações de que a Guarda Revolucionária Islâmica mantém o controle do país e ele funciona como um fantoche, em um país em que o líder supremo é a autoridade política e religiosa, informou o jornal. Trump afirmou que está negociando com funcionários iranianos e não com o líder supremo.
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Na quarta-feira, 8, completam-se 40 dias desde a morte de Khamenei, em 28 de fevereiro, o que marcaria o fim do período tradicional de luto no islamismo xiita. O memorial citado pelo The Times também afirma que o corpo de Ali Khamenei estaria sendo preparado para um enterro em Qom.
A demora para o funeral é outro ponto de questionamento. A tradição xiita prevê um sepultamento rápido, enquanto isso, o governo iraniano afirmou que o funeral foi adiado por “expectativa de uma participação sem precedentes”.