Nova função do ChatGPT agora pode ‘pensar e agir’ pelo usuário

Ferramenta poderá realizar investigações financeiras detalhadas, preencher formulários online e criar apresentações sofisticadas, anuncia a OpenAI, criadora do chatbot

Jamille Niero

Logo da OpenAI
20/05/2024
REUTERS/Dado Ruvic/Foto ilustrativa
Logo da OpenAI 20/05/2024 REUTERS/Dado Ruvic/Foto ilustrativa

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Uma nova função do ChatGPT foi anunciada pela OpenAI, desenvolvedora da ferramenta, na última quinta-feira (17):  a partir de agora o popular chatbot pode executar ações em nome do usuário.

“Agora, o ChatGPT pode trabalhar para você usando um computador virtual próprio. De quebra, também pode realizar tarefas complexas do início ao fim, integrando reflexão e ação”, diz a empresa em comunicado.

Segundo a companhia, o agente do ChatGPT passa a reunir a capacidade de interação com sites do Operator, os recursos de investigação na síntese de informações da web e as habilidades de conversa do ChatGPT em um sistema unificado. Ou seja, o usuário pode passar da fase de ideias e perguntas à ação propriamente dita, o que inclui realizar investigações financeiras detalhadas, preencher formulários online ou criar apresentações sofisticadas.

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O usuário poderá dar comandos como “consulte minha agenda e me informe sobre as próximas reuniões com clientes com base nas notícias recentes” ou “analise três concorrentes para criar uma apresentação”.

A partir daí, o ChatGPT então navegará em sites, selecionará datas, filtrará resultados, solicitará que o usuário faça login com segurança e executará códigos, entre outras ações.

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De acordo com a OpenAI, para isso “o ChatGPT solicita permissão antes de realizar ações importantes”, permitindo ainda que, a qualquer momento, o usuário possa interromper tarefas e assumir o controle do navegador ou interromper tarefas. 

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Ainda segundo a companhia, o agente do ChatGPT é uma progressão natural de dois avanços que ocorreram neste ano: o Operator, um agente de pré-visualização de investigações que interage diretamente com sites por meio de um navegador remoto, e a investigação, ferramenta de reflexão na web que trabalha em várias etapas.

“Na verdade, percebemos que muitas consultas que os usuários tentavam realizar no Operator eram mais adequadas para a investigação. Por isso, reunimos o melhor das duas ferramentas em um único recurso”, diz ainda o comunicado publicado no site da OpenAI.

A OpenAI comunica ainda que a novidade “marca a primeira vez que os usuários podem pedir ao ChatGPT para realizar ações na web”.

Como parte do reforço de segurança para utilização da ferramenta, a empresa informa que foram ampliados os controles de pré-visualização da investigação do Operator, além de incrementadas as proteções adicionais para abordar novos riscos, como alcance mais amplo dos usuários e acesso ao terminal. 

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O agente do ChatGPT já começou a ser disponibilizado para usuários Pro, Plus e Team e, ao longo do mês de julho, será liberado para usuários Enterprise e Education.

Jamille Niero

Jornalista especializada no mercado de seguros, previdência complementar, capitalização e saúde suplementar, com passagem por mídia segmentada e comunicação corporativa