Netanyahu ordena ataques de Israel nos subúrbios ao sul de Beirute

O primeiro-ministro de Israel justificou a ofensiva por supostas violações do Hezbollah, enquanto Teerã alertou que os bombardeios no Líbano dificultam o processo diplomático para o fim da guerra

Reuters

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, gesticula durante coletiva de imprensa conjunta com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio (não aparece na imagem), no Gabinete do Primeiro-Ministro, durante visita de Rubio, em Jerusalém, em 15 de setembro de 2025. REUTERS/Nathan Howard/Pool.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, gesticula durante coletiva de imprensa conjunta com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio (não aparece na imagem), no Gabinete do Primeiro-Ministro, durante visita de Rubio, em Jerusalém, em 15 de setembro de 2025. REUTERS/Nathan Howard/Pool.

Publicidade

BEIRUTE/JERUSALÉM, 1 Jun (Reuters) – O ⁠primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ordenou ataques ⁠aos subúrbios do sul de Beirute, controlados ‌pelo Hezbollah, nesta segunda-feira, sinalizando uma nova escalada de uma guerra que tem complicado a mediação ‌para resolver o conflito entre EUA e Irã.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, disse na segunda-feira que os ataques israelenses no Líbano estão entre os fatores que ⁠causam ‌atraso no processo diplomático para acabar com a ⁠guerra entre os EUA e o Irã, reiterando que um cessar-fogo no Líbano é parte integrante de qualquer acordo.

Netanyahu e o ministro da Defesa, Israel Katz, ordenaram que as Forças ​Armadas israelenses atacassem ‘alvos terroristas’ nos subúrbios ao sul de Beirute, conhecidos como Dahiyeh, após as ‘repetidas ​violações’ do cessar-fogo e ‘ataques contra nossas cidades e cidadãos’ por parte do Hezbollah, segundo um comunicado do gabinete de Netanyahu.

Depois de bombardear Dahiyeh nas primeiras semanas da guerra, Israel realizou ‌apenas dois ataques na área desde ​que o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou um cessar-fogo no Líbano em 16 de abril, mesmo com as hostilidades ⁠em curso ​no sul do ​Líbano.

A ordem segue uma intensificação das hostilidades no sul durante o ⁠fim de semana, com ​as tropas israelenses capturando o Castelo Beaufort, de 900 anos, e Netanyahu ordenando que os militares expandissem ​as operações terrestres.

As autoridades libanesas afirmam que mais de 3.370 pessoas foram mortas no ​país em decorrência ⁠de ataques israelenses desde 2 de março, quando o Hezbollah abriu ⁠fogo contra Israel em apoio ao Irã, que estava sob ataque israelense e dos EUA.

Continua depois da publicidade

Israel diz que 24 de seus soldados e quatro civis foram mortos no mesmo período.

(Reportagem de Rami Ayyub em ​Jerusalém)