Netanyahu ameaça responder com “força nunca vista” se Irã atacar Israel

Premiê eleva tom em meio a instabilidade no país persa e reforço militar dos EUA no Oriente Médio, e condiciona próxima fase em Gaza ao desarmamento total do Hamas

Estadão Conteúdo

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, gesticula durante coletiva de imprensa conjunta com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio (não aparece na imagem), no Gabinete do Primeiro-Ministro, durante visita de Rubio, em Jerusalém, em 15 de setembro de 2025. REUTERS/Nathan Howard/Pool.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, gesticula durante coletiva de imprensa conjunta com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio (não aparece na imagem), no Gabinete do Primeiro-Ministro, durante visita de Rubio, em Jerusalém, em 15 de setembro de 2025. REUTERS/Nathan Howard/Pool.

Publicidade

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, elevou o tom contra o Irã para que o país persa não “cometa um erro” ao lançar qualquer ataque contra Israel, prometendo uma resposta contundente.

“Se o Irã cometer o erro de nos atacar, responderemos com uma força que o país jamais experimentou”, afirmou Netanyahu, no parlamento de Israel. O premiê acrescentou que “ninguém pode prever o que acontecerá no Irã, mas, aconteça o que acontecer, o país nunca mais será o mesmo”.

Netanyahu também rejeitou acusações de que seu governo esteja conduzindo Israel rumo ao autoritarismo e pediu aos críticos que concentrem a atenção no “tratamento violento do Irã contra sua própria população”.

Aproveite a alta da Bolsa!

Desde o fim de dezembro de 2025, o Irã enfrenta uma onda de instabilidade, desencadeada pela deterioração das condições econômicas e que evoluiu para protestos em todo o país. O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, confirmou que os protestos resultaram em “vários milhares” de mortos.

Enquanto isso, as Forças Armadas dos EUA continuam a reforçar a presença militar no Oriente Médio em meio à possibilidade do presidente Donald Trump, ordenar um ataque contra o Irã, e mais de 12 caças F-15 chegaram à Jordânia nas últimas 24 horas, conforme o Jerusalem Post.

Sobre Gaza, Netanyahu afirmou que a próxima fase depende do desarmamento do Hamas e da completa desmilitarização da Faixa de Gaza, insistindo que esses objetivos serão impostos “pelo caminho fácil ou pelo caminho difícil”.