Navios se movimentam por Ormuz, mas ainda abaixo do ritmo pré-guerra

Dados da Kpler indicam que o movimento no estreito continua reduzido após o fechamento da hidrovia; Irã prevê desminagem em 30 dias e a adoção do direito marítimo

Estadão Conteúdo

Um navio no Estreito de Ormuz, ao largo da província de Musandam, em Omã, em 12 de abril de 2026. REUTERS
Um navio no Estreito de Ormuz, ao largo da província de Musandam, em Omã, em 12 de abril de 2026. REUTERS

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Os navios estão se movimentando pelo estreito de Ormuz, mas não no ritmo observados antes da guerra.

A empresa de dados e análises Kpler afirmou que seu rastreamento confirmou a passagem de 131 navios pelo estreito entre sexta-feira e segunda-feira, incluindo 39 travessias na segunda-feira. Em contraste, cerca de 100 a 130 embarcações por dia faziam a travessia antes dos ataques dos EUA e de Israel contra o Irã no final de fevereiro, e da resposta de Teerã com seus próprios ataques e o fechamento efetivo da hidrovia.

Como parte do acordo provisório entre Irã e EUA, o Irã afirmou que realizará trabalhos de desminagem em 30 dias e removerá os “obstáculos técnicos e militares” à navegação. O principal negociador iraniano e presidente do parlamento, Mohammad Bagher Qalibaf, declarou na segunda-feira, 22, à mídia estatal iraniana que seu país administrará o estreito de acordo com o direito marítimo internacional.

A principal rota central do Estreito de Ormuz ainda tem minas e permanece fechada. Os navios têm utilizado a rota norte, menor, que atravessa águas iranianas, e a rota sul, que atravessa águas omanitas. Mas “a cautela ainda é evidente” entre as muitas embarcações que seguem a rota prescrita pelo Irã ou tentam ocultar suas posições e identidades, mantendo seus transponders desligados, disse Kpler.