Navio bizantino com joias imperiais é achado no fundo do mar na Croácia; veja fotos

Foram localizadas moedas de ouro datadas da dinastia de Heráclio, fivelas decoradas com rubis, esmeraldas e pérolas, e um anel de sinete de ouro

Reuters

(Foto: Antonio Bronic / Reuters)
(Foto: Antonio Bronic / Reuters)

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MLJET, CROÁCIA – Um navio da era bizantina descoberto há mais de uma década no fundo do mar, na costa sul da Croácia, provavelmente transportava uma personalidade de alto escalão e sua comitiva, a julgar pelas joias de ouro encontradas nos destroços, segundo arqueólogos.

Ao divulgarem pela primeira vez os resultados de sua escavação subaquática, que durou anos, eles afirmaram que o naufrágio pode ser datado do Século 7 ou 8 e que os artefatos a bordo indicavam que não se tratava de um navio mercante comum.

Entre eles estavam moedas de ouro datadas da dinastia de Heráclio, composta por quatro imperadores, fivelas decoradas com rubis, esmeraldas e pérolas, e um anel de sinete de ouro com a imagem do imperador “que certamente não seria usado por qualquer pessoa”, disse Pavle Dugonjic, chefe do Departamento de Arqueologia Subaquática do Instituto de Conservação da Croácia, à Reuters.

(Foto: Antonio Bronic / Reuters)

Sua equipe, equipada com material de mergulho, passou a última década revelando aos poucos a história do navio, cujos destroços se encontram perto da ilha de Mljet, no Mar Adriático.

“É uma quantidade impressionante de ouro, a maior já encontrada em um navio naufragado em todo o Mediterrâneo”, disse Igor Miholjek, chefe de pesquisa do Instituto Croata de Conservação. “Ele pesa mais de 600 gramas após a limpeza e restauração.”

(Foto: Antonio Bronic / Reuters)

O Império Bizantino — sucessor do Império Romano e com centro em Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia — já dominou o Mediterrâneo oriental, mas, no início do Século 8, estava mergulhado em turbulências e perdendo território.

(Foto: Antonio Bronic / Reuters)

“Para mim, é o naufrágio mais importante desse período”, disse Justin Leidwanger, professor de arqueologia da Universidade de Stanford.

(Foto: Antonio Bronic / Reuters)

“Se você estiver estudando o fim do Império Romano tardio e a transição para o mundo medieval, este é um sítio fundamental para compreendermos e obtermos insights sobre como o Mediterrâneo era mantido unido por suas rotas marítimas, como se fragmentou e como o império se desintegrou.”