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(Bloomberg) – A NASA realizará nos próximos dias uma evacuação médica de um astronauta que sofre de uma doença não revelada a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS), informaram autoridades da agência.
O retorno antecipado marcará a primeira vez na história da NASA em que uma missão tripulada será encerrada antes do previsto por razões médicas.
“O astronauta está absolutamente estável”, disse James Polk, chefe de saúde e medicina da NASA, a jornalistas na quinta-feira. “Não estamos em uma operação de emergência imediata para trazê-lo de volta, mas há um risco e uma incerteza persistentes sobre o diagnóstico”.
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O astronauta retorna junto com os outros três integrantes da missão Crew-11, lançada à ISS em agosto. A missão deveria durar seis meses, como a maioria das missões tripuladas da NASA, mas o retorno antecipado reduzirá cerca de um mês da duração prevista.
A equipe da missão é composta pelos astronautas da NASA Zena Cardman e Mike Fincke, pela astronauta da Agência Espacial Japonesa (JAXA) Kimiya Yui e pelo cosmonauta da Roscosmos Oleg Platonov.
A NASA reconheceu o problema de saúde na quarta-feira (7), quando adiou de forma abruptamente uma caminhada espacial marcada para 8 de janeiro por causa da preocupação médica.
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“A capacidade de diagnosticar e tratar adequadamente esse caso não existe na Estação Espacial Internacional”, afirmou o administrador da NASA, Jared Isaacman, em coletiva de imprensa. “E há um consenso bastante amplo entre nossos especialistas em terra e os membros da tripulação no espaço.”
As autoridades da NASA não revelaram o nome do astronauta nem a condição médica específica, alegando motivos de privacidade. Polk destacou, porém, que o problema não está relacionado a nenhuma atividade operacional da estação. “Não se trata de uma lesão ocorrida durante operações na ISS”, afirmou.
Em vista da mudança na Crew-11, a NASA e a SpaceX estão buscando maneiras de acelerar o lançamento da próxima missão tripulada à ISS, chamada Crew-12. O voo estava programado para ser lançado em 15 de fevereiro, no mínimo, segundo informações anteriores da agência espacial.
Normalmente, a NASA prefere que os novos astronautas cheguem à estação espacial antes que as tripulações que vivem a bordo partam para a Terra, para que haja uma transição de operações entre os dois grupos. Mas, com a partida antecipada da Crew-11, a ISS terá dois cosmonautas russos e um único astronauta da NASA, Christopher Williams, vivendo a bordo até a chegada da Crew-12.
“Chris é treinado para realizar todas as tarefas que lhe pedirmos na nave”, disse Amit Kshatriya, administrador associado da NASA, aos repórteres na quinta-feira.
Casos médicos no espaço já interromperam missões anteriormente. Em 2021, o astronauta Mark Vande Hei sofreu uma compressão de nervo que levou ao adiamento de uma caminhada espacial.
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E em 2020, um estudo de caso revelou que um astronauta não identificado desenvolveu um coágulo sanguíneo na veia jugular enquanto vivia na ISS.
O astronauta retornou em segurança à Terra ao fim de sua missão de seis meses, após receber tratamento supervisionado pela NASA e por médicos em solo.