Louvre adicionará 100 câmeras externas após assalto expor falhas de segurança

Museu foi vítima de assalto à luz do dia, no qual quatro ladrões fugiram com joias no valor de US$ 102 milhões

Reuters

Um policial da tropa de choque francesa CRS patrulha próximo à Pirâmide de vidro do Museu do Louvre, após a polícia francesa prender suspeitos no caso do roubo no Louvre, em Paris, França, 27 de outubro de 2025. REUTERS/Abdul Saboor/FOTO DE ARQUIVO
Um policial da tropa de choque francesa CRS patrulha próximo à Pirâmide de vidro do Museu do Louvre, após a polícia francesa prender suspeitos no caso do roubo no Louvre, em Paris, França, 27 de outubro de 2025. REUTERS/Abdul Saboor/FOTO DE ARQUIVO

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O Museu do Louvre, na França, instalará 100 câmeras externas até o final de 2026 como parte das medidas para reforçar a segurança após o espetacular assalto do mês passado, disse seu diretor na quarta-feira.

Laurence Des Cars também afirmou em uma audiência na Assembleia Nacional que os laços com a polícia de Paris seriam estreitados com a instalação de uma ‘delegacia de polícia avançada dentro da propriedade do Louvre’.

O assalto à luz do dia de 19 de outubro, no qual quatro ladrões fugiram com joias no valor de US$ 102 milhões, levantou dúvidas sobre a credibilidade do museu mais visitado do mundo como guardião de suas inúmeras obras.

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Embora os investigadores tenham acusado quatro suspeitos de envolvimento no ataque, os tesouros ainda não foram recuperados.

Autoridades admitiram que a cobertura das câmeras de segurança das paredes externas do museu era inadequada e que não havia cobertura da varanda envolvida no assalto.

Após o roubo, as autoridades francesas disseram que o Louvre implementaria medidas de segurança adicionais, incluindo dispositivos anti-intrusão e barreiras anti-colisão em vias públicas próximas, até o final do ano.

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Um relatório publicado no mês passado pelo órgão de auditoria pública da França, conhecido como Cour des Comptes, afirmou que a incapacidade do museu de atualizar sua infraestrutura foi exacerbada pelos gastos excessivos com obras de arte.

Des Cars, no entanto, disse aos parlamentares: ‘Assumo total responsabilidade por essas aquisições, que são o orgulho de nosso país e de nossas coleções. O trabalho no Louvre não deve ser visto como concorrente ao enriquecimento das coleções nacionais’.