Militante do partido Chega, de extrema-direita, agride socialista; André Ventura vota

Rival de Ventura, Pedro Nuno Santos, do Partido Socialista, pediu respostas firmes ao episódio

Estadão Conteúdo

André Ventura, líder do partido político de extrema direita Chega, vota numa assembleia de voto durante as eleições gerais em Lisboa, Portugal, 18 de maio de 2025. REUTERS/Rodrigo Antunes
André Ventura, líder do partido político de extrema direita Chega, vota numa assembleia de voto durante as eleições gerais em Lisboa, Portugal, 18 de maio de 2025. REUTERS/Rodrigo Antunes

Publicidade

Miguel Coelho, presidente da junta Santa Maria Maior em Lisboa e membro do partido socialista, disse, em publicação no Facebook que foi agredido por um militante do Chega, legenda de extrema-direita.

“Acabei de ser agredido por um indivíduo que me chamou ‘amigo dos monhés’ e me atirou ao chão, publicou.

Monhé é uma expressão da variante portuguesa da língua que se refere a pessoas que têm descendência árabe e negra, minoria que é alvo da extrema-direita portuguesa por conta da imigração.

Continua depois da publicidade

Candidato socialista pede resposta

Após votar, o secretário-geral do partido Socialista, Pedro Nuno Santos, pediu respostas firmes ao episódio. “Temos de responder com firmeza contra qualquer tipo de violência e de agressão, defender a democracia, participação cívica. A maioria dos portugueses não se revê em atos de violência, antes pelo contrário, respeitam as escolhas dos outros mesmo que sejam diferentes das nossas”, afirmou em fala à imprensa após votar.