Milei foi novamente às urnas hoje, mas para eleger o novo presidente do Boca Juniors

Novo presidente argentino é torcedor e sócio do clube de maior torcida do país e apoia a chapa que tem Macri como vice

Roberto de Lira

Vista aérea da Bombonera durante as eleições presidenciais no Boca Juniors, em 17 de dezembro de 2023 em Buenos Aires, Argentina (Marcelo Endelli/Getty Images)

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Passado quase um mês de sua vitória na campanha presidencial da Argentina, Javier Milei foi novamente às urnas neste domingo (17), só que desta vez como eleitor. Ele votou nesta manhã para escolher o novo presidente de seu clube de futebol de coração: o Boca Juniors. .

Assim como na disputa ao principal cargo político do país, Milei se une ao ex-presidente Mauricio Macri na oposição à atual diretoria do clube. Assim, deve votar em Andrés Ibarra, que tem Macri como vice-presidente.

Essas forças enfrentam a atual gestão, comandada pelo atual presidente e ex-jogador Juan Román Riquelme, tendo ao seu lado Jorge Amor Ameal.

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Há uma semana, quando participou como convidado do Fórum Político da XP, em São Paulo, Macri afirmou que estava trabalhando para tirar o populismo também da direção do clube, após ter ajudado na derrota dessa tendência política na disputa presidencial.

Milei é o sócio de 76.296  do Boca e votou em uma das mesas instaladas no estádio La Bombonera. Há mais de 94 mil sócios em condições de votar, mas cerca de 13 mil serão contabilizados à parte, por denúncias de fraudes ainda não apuradas e que foram o motivo de a eleição ter sido adiada.

Ou seja, o resultado só será anunciado se a diferença de votos entre as duas chapas for mais que esse total de sócios sob suspeita.

Caso Ibarra vença a eleição no Boca, o próximo técnico do “Xeneize”, como é conhecido o time, será o ex-jogador Martín Palermo, de quem o novo presidente argentino diz ser grande fã. Ele chegou a escrever nas redes sociais que, quando Palermo se aposentou, deixou de frequentar o estádio. Mas que pretende retornar caso o antigo artilheiro regresse.

A possibilidade de o Boca Juniors virar uma sociedade anônima entrou na disputa eleitoral interna, uma vez que a atual gestão afirma ser esse o objetivo do grupo de Macri.