Milei: Assinatura de acordo Mercosul-UE não é ponto de chegada, mas de partida

Presidente da Argentina defendeu também que é "fundamental que na etapa de implementação se preserve o espírito do negociado"

Lara Rizério

Presidente da Argentina, Javier Milei, discursa em Buenos Aires
26/10/2025
REUTERS/Cristina Sille
Presidente da Argentina, Javier Milei, discursa em Buenos Aires 26/10/2025 REUTERS/Cristina Sille

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O presidente da Argentina, Javier Milei, afirmou neste sábado, 17 que a assinatura do acordo entre Mercosul e União Europeia não é um “ponto de chegada”, mas um “ponto de partida”. Segundo o chefe de Estado, o pacto é de “um feito de grande transcendência política e econômica”, “possivelmente a maior conquista” do Mercosul desde sua criação “e resultado de uma decisão estratégica que Argentina contribuiu a impulsionar em sua presidência no ano passado”.

Milei defendeu também que é “fundamental que na etapa de implementação se preserve o espírito do negociado”. “A incorporação de mecanismos que restrinjam esse acesso, como salvaguardas ou medidas equivalentes, reduzirá significativamente o impacto econômico do acordo e atentará contra o objetivo essencial do mesmo. Temos que velar em nossos parlamentos para que isso não ocorra”, registrou.

O presidente da Argentina sustentou também que o “fechamento e protecionismo, amparado pela retórica em lugar dos resultados, são as causas do estancamento econômico”. Segundo ele, a liberdade e a interação internacional são caminho para Argentina e Mercosul mais prósperos.

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Milei ainda aproveitou o discurso para elogiar a ação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Venezuela. “Valorizamos a decisão e a determinação”, indicou após se referir ao ex-presidente capturado Nicolás Maduro como narcoterrorista e ditador A ponderação ocorreu após o presidente sustentar que o “movimento em direção a liberdade e comércio é a base de qualquer integração genuína”. Segundo ele, quando há erosão de instituições o resultado é o isolamento, empobrecimento e perda de liberdade. “A situação da Venezuela é amostra disso”, indicou.

Lara Rizério

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.