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NOVA YORK, 8 Set (Reuters) – A Meta lançou nesta terça-feira um assistente de inteligência artificial que afirma ser capaz de enviar emails de forma autônoma e reservar viagens, apesar das preocupações internas de que a tecnologia gerencie de forma inadequada seu acesso a dados pessoais confidenciais.
O agente Muse da empresa, conhecido internamente como Hatch, é a peça-chave do plano do presidente-executivo, Mark Zuckerberg, de oferecer “superinteligência pessoal” aos bilhões de usuários que utilizam os serviços da copanhia diariamente.

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O produto estará disponível inicialmente apenas nos Estados Unidos, por meio de um aplicativo dedicado ao Muse ou do WhatsApp, afirmou a empresa em comunicado. A Meta citou que planeja adicionar o assistente à sua linha de óculos inteligentes “em breve”, mas não deu mais detalhes.
Inspirado no agente de IA de código aberto OpenClaw, o Muse foi projetado para acessar os aplicativos de uma pessoa em categorias como email, agenda, pagamentos, saúde, compras e casa inteligente, informou a Meta. Os usuários escolhem a quais aplicativos ele se conecta e a Meta afirma que eles podem revogar o acesso a qualquer momento.
Cada agente do Muse é executado em sua própria máquina virtual, uma emulação baseada em computação em nuvem de um computador pessoal, o que permite que ele continue atendendo às solicitações em segundo plano, mesmo quando a pessoa não estiver usando ativamente o dispositivo.
A sincronização com aplicativos que contêm dados reais do usuário aumenta a utilidade potencial do agente, ao mesmo tempo em que eleva significativamente os riscos relacionados a questões de segurança e confiabilidade, tanto para os usuários que confiaram suas informações a ele quanto para outras pessoas que possam ser afetadas por comportamentos inadequados do agente.
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Vishal Shah, vice-presidente de produtos de IA da Meta, disse que a empresa tinha inicialmente adiado o lançamento do produto em abril para torná-lo mais seguro. A Meta determinou que o trabalho realizado permitiu que a empresa “ultrapassasse o limiar” e atendesse aos requisitos mínimos de segurança do produto, proteção, privacidade, desempenho do modelo e outras métricas.
“É impossível afirmar que nunca haverá um erro, mas cada parte da arquitetura foi projetada para tornar o produto o mais seguro, protegido e privado que for possível”, disse Shah.
Resultados mistos
Ainda nesta semana, funcionários da Meta que testaram a ferramenta internamente relataram casos em que o Muse organizou com sucesso a logística de férias, se desconectou sem explicação e enviou informações confidenciais sem permissão, de acordo com publicações internas vistas pela Reuters.
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Uma pessoa escreveu que o produto tinha sido tão útil na organização de itinerários e transporte terrestre que a descreveu como “a terceira participante” em sua recente lua de mel de três semanas na Indonésia.
Em outra publicação, um funcionário que havia solicitado ao Muse para monitorar ingressos e outros itens que se esgotam rapidamente relatou ter encontrado “muitas falhas que o tornavam pouco confiável”. O produto parou de atualizar a página após cerca de 15 minutos, ignorou silenciosamente outros erros e, às vezes, desativou o monitoramento “sem motivo aparente”, disse a pessoa.
O diretor de tecnologia da Meta, Andrew Bosworth, escreveu que ficou sendo desconectado constantemente e precisou fazer login novamente, às vezes várias vezes em poucos minutos.
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Outros sinalizaram falhas graves de segurança, como um agente contornando proteções para expor fotos pessoais do iCloud de uma pessoa após ser solicitado a identificar brinquedos visíveis em fotos de uma festa de aniversário de criança.
A Meta não respondeu imediatamente a um pedido de comentário sobre os incidentes específicos.