Manifestantes na França invadem prefeitura de Marselha e marcham em Paris

Em Marselha, manifestantes violentos conseguiram invadir a prefeitura da cidade, de acordo com o francês France 24; em Paris, marcha convocada por redes sociais caminha por bairros nobre da capital

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Manifestantes em toda a França protestam neste sábado (17) contra o aumento do custo de vida, unindo-se às reivindicações de estudantes do ensino médio sobre as condições na educação, após mais de três semanas de bloqueios em escolas. A mobilização de hoje segue convocações feitas nas redes sociais para reavivar o movimento dos “coletes amarelos”, que surgiu em 2018 contra a injustiça social.

Nas redes sociais, vídeos mostram novos confrontos entre os manifestantes e policiais, além do uso de sinalizadores e fogo. Em Marselha, manifestantes violentos conseguiram invadir a prefeitura da cidade, de acordo com o francês France 24.

Já em Paris, uma marcha foi agendada na Praça da República, a nordeste do centro da cidade, e caminhou por bairros nobres da capital.

O ministro do Interior francês, Laurent Nuñez, informou que eram esperadas centenas de ações de protesto e mais de 80 marchas em todo o país, incluindo reuniões espontâneas, manifestações de rua e bloqueios.

Grupos estudantis, que vêm protestando desde meados de setembro, incentivaram seus apoiadores a aderir ao movimento. A CGT, um dos principais sindicatos da França, também demonstrou apoio aos protestos, defendendo “salários e aposentadorias mais altos, preços mais baixos e a proteção dos serviços públicos que atendem às necessidades da população”.

O presidente Emmanuel Macron pediu, na sexta-feira, calma e respeito às pessoas e ao patrimônio, em um momento em que autoridades alertavam para a possibilidade de violência. “Existe um direito constitucional de protestar e de se expressar, e sempre estive vigilante e atento para garantir que esse direito seja plenamente respeitado”, disse.

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“Mas esse direito traz consigo a necessidade de respeitar as pessoas, respeitar o patrimônio e, portanto, o compromisso de não insultar nem destruir.”

Macron classificou como “inaceitável” a possível presença de indivíduos que buscam “apenas causar danos e provocar tumultos”. (Com informações da Associated Press)