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O terremoto que atingiu a província de Kumamoto, no sul do Japão, nesta terça-feira, foi classificado preliminarmente no ponto mais alto da escala de medição da Agência Meteorológica do Japão (JMA, na sigla em inglês). Com o nível 7, ele teria tão potente quanto o tremor de março de 2011, em Fukushima, que gerou um tsunami e que causou quase 20 mil mortes.
Mas a escala usada (“Shindo”) no Japão é diferente da utilizada pelos especialistas do restante do mundo. O padrão internacional é o uso da escala de Richter, que mede a magnitude do tremor, ou seja, a quantidade de energia liberada no epicentro do terremoto. Essa escala pode chegar até 9,5 (isso aconteceu no Chile, em 1960).
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Japão e Taiwan, dois países muito atingidos por terremotos, medem a intensidade sísmica, que calcula o grau de tremor em um determinado ponto da superfície — quanto maior o número, mais forte é tremor.
O (“Shindo”) logo acima do epicentro normalmente será o mais alto, com o nível recuando conforme a distância aumenta do epicentro.
A escala de intensidade do Japão vai de zero a 7, com os níveis 5 e 6 subdivididos em “superior” e “inferior”. No nível 7, diz a agência meteorológica, é “impossível permanecer de pé.” Pessoas podem ser “lançadas pelo ar”, prédios de madeira podem desabar e até mesmo paredes de concreto armado podem desabar.
Houve apenas poucas ocasiões em que um nível 7 como o de hoje foi registrado: a tragédia de março de 2011, o terremoto de Kobe, em 1995, e o terremoto de Chuetsu em 2004, que matou 46 pessoas e descarrilou um trem-bala.
No terremoto de Fukushima, por exemplo, que foi sentido em quase todo o país, as leituras de “shindo” variaram de 7 (em parte da Prefeitura de Miyagi) a 5 em partes de Tóquio e até um quase imperceptível 1 em Kyushu.
Até 1996, o (“shindo”) era medido principalmente pela equipe da agência espalhada pelo país, que por mais de um século relatava a intensidade do tremor e depois avaliava a extensão dos danos deixados, segundo documentação no site da agência, diz o jornal Japan Times.
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Agora, uma rede de sismógrafos se estende pelo país, medindo as ondas P iniciais quando um terremoto ocorre. Os computadores da agência compilam os dados e quase instantaneamente emitem estimativas do tamanho e da provável localização.
O site do jornal diz que essa rede é crucial para informar o sistema de alerta antecipado do Japão. Quando um terremoto de determinado tamanho é detectado, alertas são emitidos para celulares, telas de TV e indústrias. Os trens param automaticamente, e as pessoas têm tempo para se preparar antes que as ondas “S” mais prejudiciais cheguem.
No nível 7, diz a Agência Meteorológica, é “impossível permanecer de pé.” Pessoas podem ser “lançadas pelo ar”, prédios de madeira podem desabar e até mesmo paredes de concreto armado podem desabar.
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Em 2013, a agência foi forçada a pedir desculpas após alertar erroneamente sobre um iminente terremoto de magnitude 7,8 na região do Kansai que nunca se concretizou.
Veja detalhes da escala “Shindo”
| Intensidade Sísmica | Percepção e reação humana | Situação em ambientes internos | Situação em ambientes externos |
| 0 | Imperceptível às pessoas, mas registrado por sismógrafos. | — | — |
| 1 | Sentido levemente por algumas pessoas paradas em edificações. | — | — |
| 2 | Sentido por muitas pessoas paradas em edificações. Algumas pessoas podem acordar. | Objetos suspensos, como lâmpadas, balançam levemente. | — |
| 3 | Sentido pela maioria das pessoas em edificações. Sentido por algumas pessoas andando. Muitas pessoas acordam. | Louças em armários podem chacoalhar. | Fios elétricos balançam levemente. |
| 4 | A maioria das pessoas se assusta. Sentido pela maioria das pessoas andando. A maioria das pessoas acorda. | Objetos suspensos balançam significativamente; louças chacoalham. Ornamentos instáveis podem cair. | Fios elétricos balançam intensamente. Motoristas podem notar o tremor. |
| 5 (Inferior) | Muitas pessoas se assustam e sentem necessidade de se segurar em algo estável. | Lâmpadas balançam violentamente. Louças e objetos em estantes podem cair. Muitos ornamentos instáveis caem. Móveis sem fixação podem se mexer; móveis instáveis podem tombar. | Em alguns casos, janelas podem quebrar e cair. Postes de eletricidade balançam visivelmente. Ruas podem sofrer danos. |
| 5 (Superior) | Muitas pessoas têm dificuldade de se mover; andar é difícil sem se segurar em algo estável. | Louças e objetos em estantes têm alta probabilidade de cair. Televisores podem cair de seus suportes; móveis sem fixação podem tombar. | Janelas podem quebrar e cair; muros de concreto não armado podem desabar; máquinas de vendas mal instaladas podem tombar; automóveis podem parar pela dificuldade de continuar em movimento. |
| 6 (Inferior) | É difícil permanecer em pé. | Muitos móveis sem fixação se movem e podem tombar. Portas podem emperrar. | Revestimentos de paredes e janelas podem sofrer danos e cair. |
| 6 (Superior) | É impossível ficar em pé ou se mover sem rastejar. Pessoas podem ser arremessadas. | A maioria dos móveis sem fixação se move e tem alta probabilidade de tombar. | Revestimentos e janelas têm alta probabilidade de quebrar e cair. A maioria dos muros de concreto não armado desaba. |
| 7 | — | A maioria dos móveis sem fixação se move, tomba ou pode até ser arremessada. | Revestimentos e janelas têm probabilidade ainda maior de quebrar e cair. Muros de concreto armado podem desabar. |
