Lula promete ajuda humanitária à Bolívia e pede diálogo em meio a protestos

Em ligação com Rodrigo Paz, presidente fala em evitar violência e analisa uso de avião da FAB para apoio ao país vizinho

Estadão Conteúdo

Forças de segurança usam gás lacrimogêneo durante protestos nacionais que pressionam o governo do presidente boliviano Rodrigo Paz a rever medidas de austeridade e enfrentar a alta do custo de vida, em Apacheta, Bolívia, 23 de maio de 2026. REUTERS/Claudia Morales – TPX IMAGES OF THE DAY
Forças de segurança usam gás lacrimogêneo durante protestos nacionais que pressionam o governo do presidente boliviano Rodrigo Paz a rever medidas de austeridade e enfrentar a alta do custo de vida, em Apacheta, Bolívia, 23 de maio de 2026. REUTERS/Claudia Morales – TPX IMAGES OF THE DAY

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu nesta segunda-feira, 25, um telefonema do presidente da Bolívia, Rodrigo Paz. Os dois trataram sobre a crise humanitária vivenciada pela Bolívia e Lula determinou o envio de ajuda humanitária para o país vizinho.

“O presidente Lula reiterou sua solidariedade ao governo e ao povo bolivianos e ressaltou a importância do pleno respeito às instituições democráticas e ao Estado de Direito. Nesse contexto, defendeu que governo e movimentos sociais evitem o recurso à violência e privilegiem o diálogo como caminho para a superação das divergências e para a preservação da paz social”, diz a nota divulgada pela Secom nesta segunda.

Paz, que assumiu o poder em novembro de 2025, sofre uma onda de protestos, que exigem uma saída para a pior crise econômica do país andino em quarenta anos. Bloqueios de estradas cercaram a cidade de La Paz, maior cidade e sede do Executivo boliviano. Algumas regiões do país vizinho estão desabastecidas.

Nesta segunda, Paz anunciou que reduzirá pela metade o salário dele e dos ministros que compõem o gabinete do governo boliviano, em uma tentativa de apaziguar os fortes protestos que exigem sua renúncia.

O governo boliviano pediu ao Brasil emprestado um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para auxiliar na ajuda humanitária na Bolívia. O pedido está sendo analisado pelo Itamaraty.